O Real Madrid liderou, mais uma vez, o ranking dos clubes com maiores receitas do futebol europeu e ainda alcançou um feito inédito no esporte mundial. Segundo levantamento da revista Forbes, o clube espanhol faturou 1,221 bilhão de euros (cerca de R$ 7,2 bilhões) na temporada 2025/26, tornando-se a primeira organização esportiva da história a superar a marca de 1,2 bilhão de euros em receita operacional anual, sem considerar a venda de jogadores. Veja também: Real Madrid marca reunião para discutir renovação de Vini, mas não deve aumentar oferta E mais: Barcelona anuncia empréstimo do goleiro Ter Stegen ao Ajax até junho de 2027 De acordo com a edição mais recente da Football Money League, da Deloitte, os clubes que mais arrecadaram na temporada foram: Real Madrid – 1,161 bilhão de euros (R$ 7,2 bilhão) Barcelona – 974,8 milhões de euros (R$ 5,8 bilhão) Bayern de Munique – 860,6 milhões de euros (R$ 5,1 bilhão) Paris Saint-Germain – 837 milhões de euros (R$ 4,9 bilhão) Liverpool – 836,1 milhões de euros (R$ 4,9 bilhão) Os números mostram a força financeira dos gigantes europeus, especialmente durante a atual janela de transferências, em que muitos deles disputam estrelas do esporte por valores astronômicos. Além disso, reforça a rivalidade local do futebol espanhol, com o Barcelona ocupando a segunda posição. O levantamento da Forbes mostra que o desempenho financeiro do Real Madrid foi ainda superior ao registrado na Football Money League. O balanço aprovado pelo conselho do clube em 28 de julho apontou receita operacional de 1,221 bilhão de euros, um crescimento de 3,1% em relação à temporada anterior. O clube também registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 287,4 milhões de euros, alta de 18%, e lucro líquido de 26,3 milhões de euros, crescimento de 8% na comparação anual. Foi o 26o exercício financeiro consecutivo com resultado positivo, sequência iniciada no ano 2000. O Real Madrid apresentou seu novo segundo uniforme, em verde escuro com detalhes em branco envelhecido. Na imagem, Vinicius Júnior, Kylian Mbappé e Jude Bellingham vestem a camisa produzida pela adidas para a temporada. Divulgação Segundo a Forbes, o crescimento do Real Madrid passou a depender menos dos resultados dentro de campo e mais da exploração de ativos próprios. Desde a temporada 2018/19, antes da reforma do estádio Santiago Bernabéu, a receita do clube aumentou 61%, passando de 757 milhões para 1,221 bilhão de euros. Desse crescimento, 93% vieram de fontes controladas diretamente pelo clube, como exploração do estádio, marketing e patrocínios. A receita gerada pelo Santiago Bernabéu mais que dobrou no período, com alta de 107%, chegando a 363 milhões de euros. Já as receitas de marketing e patrocínios cresceram 82%, alcançando 539 milhões de euros. Em contrapartida, os ganhos com direitos de televisão e competições internacionais avançaram apenas 11%. Considerando apenas a temporada 2025/26, as receitas do estádio aumentaram 11%, enquanto as de marketing cresceram 6%. O clube atribui o resultado à modernização do Bernabéu, à renovação de contratos comerciais e à chegada de novos patrocinadores. A reconstrução do estádio consumiu até agora 1,408 bilhão de euros e está praticamente concluída. Segundo o Real Madrid, o novo Bernabéu já gera mais que o dobro da receita obtida antes das obras. Santiago Bernabéu reformado: relatório da Football Benchmark aponta estádio como um dos motores da valorização bilionária do Real Madrid Divulgação/Real Madrid O balanço também mostra que as despesas com salários e amortizações cresceram em ritmo inferior ao faturamento. Os gastos com o elenco chegaram a 618 milhões de euros, equivalentes a 46% da receita total, abaixo do limite interno de 50% estabelecido pelo clube. Na última temporada, o Real Madrid investiu 161 milhões de euros na contratação de jogadores e outros 192 milhões de euros em infraestrutura e tecnologia. O patrimônio líquido da instituição é de 624 milhões de euros, com caixa de 83 milhões e dívida líquida de apenas 9 milhões de euros, desconsiderando o financiamento do estádio. Como associação pertencente aos seus sócios, o Real Madrid não distribui dividendos. Todo o lucro é reinvestido em infraestrutura, tecnologia e nas equipes de futebol e basquete. O clube também informou ter recolhido 354,8 milhões de euros em impostos e contribuições previdenciárias na Espanha durante a temporada.
Veja quais clubes europeus mais arrecadaram nesta temporada, em que o Real Madrid bateu recorde histórico