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Uma tonelada de lixo espacial cai na Terra toda semana

Uma tonelada de lixo espacial cai na Terra toda semana

Um foguete da empresa aeroespacial SpaceX, fundada pelo bilionário Elon Musk, está em rota de colisão com a Lua. É o que afirma o especialista em rastreamento espacial Bill Gray. Colômbia: Cadáver de bebê arrancada do útero de grávida morta é achado abandonado em mata Soneca: Apresentadora cochila durante programa em TV nos EUA Rindo: Mulher acaba com pé cravado em ancinho enferrujado ao caminhar descalça pelo jardim de casa com o filho Segundo o jornal britânico The Guardian, o estágio superior do foguete deve atingir a superfície lunar na próxima quarta-feira (5), a uma velocidade de quase 9 mil quilômetros por hora — cerca de sete vezes a velocidade do som. Após completar sua missão, que consistia em lançar dois módulos de pouso lunar, o foguete americano permaneceu fora de operação por mais de um ano. Desde então, tornou-se o que os cientistas chamam de 'lixo espacial': restos de foguetes e satélites desativados que continuam em órbita nas proximidades da Terra. Esses objetos começam a representar um risco também para quem está no solo. Nas redes sociais, não é raro encontrar vídeos desses detritos caindo do céu, muitas vezes em um 'espetáculo' semelhante à queda de um meteoro. Initial plugin text Na maioria dos casos, os objetos se desintegram durante a reentrada na atmosfera terrestre. Em algumas ocasiões, porém, como já aconteceu na Austrália, os destroços conseguem atingir o solo. Recentemente, a Agência Espacial Australiana (ASA) afirmou ter identificado a possível origem de misteriosas esferas prateadas encontradas em uma praia no nordeste de Queensland, no início de julho. Bolas prateadas apareceram em praias australianas Agência Espacial Australiana Segundo a ASA, os detritos “aparentam ser recipientes pressurizados de um veículo de lançamento espacial". A queda de lixo espacial, que era considerada rara há algumas décadas, tem se tornado cada vez mais comum. Segundo uma reportagem especial do The New York Times, a Força Espacial dos Estados Unidos registrou a reentrada de quase 820 objetos na atmosfera. Em 2016, haviam sido relatados apenas 110 casos. O problema vai além do risco para civis. De acordo com o jornal americano, o acúmulo de destroços também provoca questões diplomáticas. Initial plugin text Grande parte dos restos de lançamentos chineses cai nas águas do Mar do Sul da China, região marcada por tensões políticas e militares. Além de enfrentarem confrontos frequentes com a Guarda Costeira chinesa, pescadores filipinos precisam tomar cuidado com pedaços de foguetes lançados pelo país asiático. As autoridades das Filipinas chegam a recomendar que eles não entrem no mar durante lançamentos realizados em Hainan, onde fica o principal centro espacial da China. Outra questão levantada pelo jornal é quem deve pagar pelos danos quando um desses objetos atinge uma propriedade privada. Quando os detritos pertencem ao próprio país, espera-se que o governo arque com os prejuízos provocados pela queda. No caso de lixo espacial estrangeiro, porém, a situação é mais complexa e pode depender de tratados da Organização das Nações Unidas (ONU). Initial plugin text Nesses casos, a população depende das providências tomadas pelo próprio governo. No Quênia, o anel de um foguete caiu 16 anos depois de seu lançamento. Foram necessários meses para que a origem do objeto, proveniente de uma espaçonave francesa, fosse confirmada. Até hoje, segundo o jornal, o governo queniano não solicitou à França o ressarcimento pelos danos. A queda do objeto atingiu casas de um vilarejo próximo ao local do impacto, afirmou Daniel Maanzo, senador que representa a região, em entrevista ao The New York Times. “O governo diz que primeiro precisa identificar o dono do objeto, porque é ele quem causou a negligência”, disse o Sr. Maanzo. “Isso não aconteceu. Não houve indenização”, completou.