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Tem uma pilha de roupas na cadeira? Segundo a psicologia, hábito não é sinal de desorganização

Tem uma pilha de roupas na cadeira? Segundo a psicologia, hábito não é sinal de desorganização

Enquanto algumas pessoas são muito cuidadosas com a limpeza, não conseguem passar um dia sem varrer a casa, colocam corretamente as roupas no cesto de roupa suja e até as separam por cores e tecidos, outras lidam com muitas responsabilidades ao mesmo tempo. E aquela calça ou camiseta usada no trabalho não vai para o armário, mas acaba formando uma espécie de montanha em um canto do quarto. Afinal, quem nunca começou a acumular roupas em uma cadeira e, quando percebeu, já tinha uma torre interminável? A situação é mais comum do que se imagina, e a psicologia se encarregou de analisar o que existe por trás desse hábito. Os especialistas chegaram à conclusão de que isso não significa que alguém seja desorganizado, mas pode ser um sinal de praticidade. O que significa deixar roupas acumuladas na cadeira? Muitos classificam o hábito como um sinal de desordem, desleixo ou falta de organização, mas a psicologia explica que os hábitos, a organização e a ansiedade estão muito relacionados em pessoas que costumam tirar a roupa e passar dias formando uma espécie de torre sem fim sobre a cadeira. E, em muitos casos, não se trata de preguiça nem de falta de interesse em manter as coisas organizadas no quarto. A especialista Sara Navarrete explicou à revista Hola! que a cadeira cheia de roupas pode ser um reflexo da maneira como a pessoa se organiza e de que a mente está saturada depois de um dia cheio de tarefas pendentes, estresse, caos e preocupações. Guardar uma camiseta no armário é considerado uma ação sem prioridade porque o cérebro prefere economizar um pouco de energia. Além disso, segundo sua análise, o fato de alguém deixar pequenas tarefas para depois, como guardar as roupas no armário, pode refletir uma personalidade prática. Ou seja, são pessoas que não precisam que tudo esteja perfeito para se sentirem bem e direcionam seus recursos mentais para outras tarefas que consideram mais importantes. Por que as pessoas acumulam roupas sobre uma cadeira? “Na maioria das vezes, não é preguiça nem desleixo. É uma decisão adiada”, explica a psicóloga. A pessoa olha para aquela peça e pensa: “Ainda não está suja o suficiente para lavar, mas também não está tão limpa a ponto de voltar para o armário.” Assim, as roupas acabam acumuladas devido à sobrecarga mental do dia e, muitas vezes, aquela peça que precisa ser guardada se transforma em uma tarefa ou responsabilidade adicional que a pessoa prefere evitar ou deixar para depois. E a verdade é que os dias passam e ela continua ali. Esse comportamento reflete cansaço mental, necessidade de praticidade ou dificuldade para se desligar de tarefas pendentes. A cadeira com roupas acumuladas tem relação com o estresse Quando as pessoas passam por períodos de sobrecarga mental, ansiedade ou estresse no trabalho, na família ou na vida pessoal, não são apenas as roupas que começam a se acumular: papéis se espalham pela mesa, a despensa deixa de ficar organizada, a sala nem sempre permanece impecável. Isso acontece porque o cérebro está em modo de sobrevivência e se concentra em resolver o que é prioritário e indispensável. Para a psicóloga Sara Navarrete, a desordem não é a causa do estresse, mas uma consequência visível dele. Muitas vezes, “a casa costuma contar a história emocional que estamos vivendo”. Portanto, existe, sim, uma relação estreita entre o estado emocional e os espaços que habitamos. Quando ter muitas roupas acumuladas na cadeira se torna um problema? Se deixar as tarefas para depois faz com que, ao entrar no quarto, a pessoa sinta culpa, frustração, sensação de descontrole ou isso gere conflitos com o parceiro ou com a família, é hora de considerar o hábito um problema. “Estamos falando do impacto emocional que esse hábito está causando. A diferença não está no monte de roupas. Está em como ele nos faz sentir”, afirmou Navarrete. Nesse caso, é importante encontrar um equilíbrio que permita sentir-se confortável sem transformar a organização em uma fonte de pressão. O ideal é dedicar alguns minutos por dia a pequenas tarefas, porque o problema está no cansaço, na cobrança e na carga mental. O ponto de partida para uma casa ou espaço organizado está em uma mente tranquila.