🌐 WorldLive
Accueil › 🇧🇷 Brésil › Actualités

Ricardo Nunes descarta apoio à carta golpista de Flávio Bolsonaro

Ricardo Nunes descarta apoio à carta golpista de Flávio Bolsonaro

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), descartou qualquer apoio à carta de teor golpista publicada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta quarta-feira (28), na qual, primeiro, se declarou “verdadeiro presidente” e depois alterou o documento para “líder do Brasil”. Para Nunes, que foi um dos principais cabos eleitorais de Flávio na capital e no Estado, o resultado das urnas tem que ser respeitado. “Prevalece aquele que o Tribunal Superior Eleitoral declarou eleito. Cabe, agora, ao Lula governar buscando corrigir os rumos, principalmente da economia, e a oposição fiscalizar e cobrar o cumprimento das promessas”, afirmou o prefeito Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos após perder a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na tarde desta quarta-feira, ele divulgou uma carta com conteúdo golpista, acusando, sem provas, o processo eleitoral de ter sido fraudado e disse que é o “verdadeiro presidente eleito”. Depois, mudou o texto duas vezes: na primeira mudança, tirou o “eleito” e afirmou que é o “verdadeiro presidente do Brasil”. Na segunda, disse à comunidade internacional que é o “líder do Brasil”. Antes dessas três alterações, o influenciador Paulo Figueiredo, que articulou com Flávio a carta, divulgou uma versão com um brasão do Brasil com a frase “Estados Unidos do Brazil”. No documento, Flávio criticou a prorrogação do horário de votação e disse que o TSE não deu “uma única resposta crível” para essa ação. No entanto, a própria coligação de Flávio pediu à Justiça Eleitoral a prorrogação do horário, por conta de problemas climáticos em cidades do Sul e Sudeste. O PT também pediu a prorrogação em função da falta de transporte público em algumas cidades. Entre as principais cidades com a frota de ônibus reduzida no domingo, prejudicando o deslocamento dos eleitores, estão São Paulo e Salvador. As duas cidades são comandas por aliados de Flávio, Ricardo Nunes, e da capital baiana, Bruno Reis (União). O número de votos depois das 17h, no entanto, foi de 34.393 em todo território nacional, segundo o TSE. Lula venceu por 51,79% dos votos a 48,21% de Flávio, e teve 4,43 milhões de votos a mais. Assim que foi declarada sua derrota, Flávio disse que pediria a anulação das eleições. O PL, no entanto, afirmou reconhecer o resultado presidencial. O vice na disputa pela Presidência, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também reconheceu a vitória de Lula. “Nossas bandeiras continuam aí e nós não vamos desistir do Brasil”, afirmou. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, chegou a pedir que o senador entregasse os passaportes pessoal e diplomático e determinar que ele estava proibido de deixar o país. Flávio não entregou os documentos no prazo determinado. Aliados atribuem a esse fato a fuga do senador. O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa de encontro partidário em São Paulo (SP) com o prefeito Ricardo Nunes Divulgação/PL