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Repórter do GLOBO responde a carta de leitora sobre bicicletas e autopropelidos em calçadas do Rio

Repórter do GLOBO responde a carta de leitora sobre bicicletas e autopropelidos em calçadas do Rio

O convívio cada vez mais intenso e caótico entre pedestres e veículos sobre duas rodas nas calçadas é um assunto muito recorrente entre aqueles que moram e circulam pela cidade do Rio. Como demonstra, por exemplo, a leitora Selma Beila, que enviou uma mensagem à Redação questionando o ir e vir de bikes elétricas em alta velocidade pelas calçadas, uma vez que as bicicletas comuns, até segunda ordem, são proibidas de transitar por ali.A leitora utiliza como base para sua mensagem a reportagem "Sem freio", publicada no site do GLOBO em 18 de janeiro, que joga uma lupa em cima da confusa regulamentação sobre o tráfego de bicicletas elétricas e os chamados autopropelidos — que incluem patinetes e “motinhas” elétricas de rodas pequenas — nas calçadas cariocas.Em resposta à nossa leitora, a repórter de Rio do GLOBO Anna Bustamante traz atualizações sobre as permissões e proibições em torno destes veículos e também o posicionamento da prefeitura do Rio diante do atual panorama retratado pelos pedestres.Repórter responde dúvida sobre bicletas e autopropelidos em calçadasLeia a carta completa:"Na reportagem “Sem freio” (18 de janeiro), para meu espanto, li que os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos podem circular nas áreas destinadas aos pedestres — calçadas e passeios — com velocidade máxima de 6km/h. Não entendi. Se bicicletas comuns não podem andar nas calçadas, pois põem em risco a vida das pessoas, como esses outros equipamentos podem? Onde fica a segurança dos pedestres? Tem algo errado nessa resolução." Por Selma Beila Chvidchenko (Rio)IPTU: sua cobrança está correta? Veja quando é possível pedir revisão e reduzir o valor em até 30%Entenda o contexto:Ciclovias, ruas e calçadas do Rio se transformaram em corredores caóticos, onde bicicletas e os chamados autopropelidos — que incluem patinetes e “motinhas” elétricas de rodas pequenas — dividem centímetros com outros veículos e pedestres. Sem regras claras e fiscalização, sequer são respeitados os sinais de trânsito, os limites de velocidade e a mão de direção.A consequência? Alta nos atendimentos do Corpo de Bombeiros a acidentes envolvendo veículos elétricos de duas rodas, que quase triplicaram na capital, de 2024 para 2025, passando de 162 para 431, a maioria envolvendo colisões, e os demais, quedas e atropelamentos. Números subestimados, já que, em boa parte dos casos, o acidentado sem gravidade não entra para a estatística.O pano de fundo de tanto conflito e desrespeito é um limbo regulatório. Regras nacionais estão em vigor desde 15 de junho de 2023. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu, por meio da Resolução 996, novas normas para ciclomotores, bicicletas elétricas e autopropelidos. O texto, em seu artigo 6o, deixa claro: cabe ao órgão de trânsito com circunscrição sobre a via, no caso do Rio a Secretaria municipal de Transportes, regulamentar a circulação desses veículos.Procurada, num primeiro momento, a Prefeitura do Rio informou apenas que “segue as regras definidas pelo Contran”. Em seguida, afirmou ter criado um “grupo de trabalho para a regulamentação na cidade” da resolução que está prestes a completar três anos.