A redução de R$ 11,5 bilhĂľes na estimativa de gastos com benefĂcios previdenciĂĄrios neste ano abriu caminho para a concessĂŁo do reajuste do Bolsa FamĂlia, afirma Ă Folha o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento). A medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) a 17 dias do primeiro turno das eleiçþes 2026. Segundo ele, o valor foi sinalizado nos Ăşltimos dias pelo MinistĂŠrio da PrevidĂŞncia Social, no Ă ̆mbito dos preparativos para o relatĂłrio de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre, que serĂĄ divulgado no prĂłximo dia 24. Diante desse espaço, o governo poderia liberar recursos hoje bloqueados no Orçamento, o que contemplaria ministĂŠrios e emendas parlamentares. A equipe econĂ ́mica, porĂŠm, viu uma janela para levar a Lula a proposta de reajuste do Bolsa FamĂlia, que jĂĄ estava em discussĂŁo na esfera tĂŠcnica, mas esbarrava na falta de espaço no Orçamento. O decreto assinado pelo presidente nesta quinta corrige em 15,04% os benefĂcios do Bolsa FamĂlia. O percentual equivale Ă inflação observada desde a reformulação do programa, em março de 2023, atĂŠ agosto deste ano. O Ăndice de referĂŞncia ĂŠ o INPC, que mede o impacto da alta de preços no bolso de famĂlias de menor renda (de um a cinco salĂĄrios mĂnimos). Segundo participantes da discussĂŁo, a viabilidade do reajuste foi discutida com Lula em uma primeira reuniĂŁo no inĂcio desta semana, mas a decisĂŁo final foi tomada na quarta-feira (16), jĂĄ em cima das estimativas finais de impacto. A medida terĂĄ um custo extra de R$ 5,8 bilhĂľes neste ano e R$ 22,7 bilhĂľes anuais em 2027 e 2028. "A gente segurou [o reajuste] atĂŠ ter a informação de que havia espaço fiscal", afirma Moretti. "Todo mundo estĂĄ casando com a eleição, eu entendo, mas o timing tem relação com o fiscal, porque ĂŠ nesse momento de elaboração do relatĂłrio que a gente percebe que as medidas de gestĂŁo [na PrevidĂŞncia] surtiram e...
Redução de R$ 11,5 bi em gasto com PrevidĂŞncia abriu caminho para reajuste do Bolsa FamĂlia, diz governo