A primeira edição dos Enhanced Games, que ficaram conhecidos como "Olimpíadas dos dopados", foi realizada no último domingo, 24, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Apesar da promessa de quebra de vários recordes mundiais nos esportes olímpicos e a oferta de um prêmio milionário, apenas uma marca do esporte olímpico foi superada no evento que causou polêmica no mundo dos esportes. Kristian Gkolomeev, nadador grego de origem búlgara, foi o único atleta a levar para casa R$ 5 milhões (US$ 1 milhão), valor proposto para quem superasse algum recorde mundial durante o evento. Vestido com um traje de flutuação de alta qualidade, proibido em competições convencionais, Gkolomeev completou os 50 metros nado livre masculino em 20,81 segundos, sete centésimos de segundo a menos que o australiano Cameron McEvoy, recordista mundial na prova com o tempo de 20,88 segundos. Este é o momento de maior sucesso da carreira de Gkolomeev. O nadador grego quase chegou ao pódio nos 50 metros nado livre nas últimas quatro edições de Jogos Olímpicos. Alguns medalhistas olímpicos, como o nadador britânico Ben Proud, prata nos 50 metros livres em Paris-2024, foram atraídos por premiações em dinheiro potencialmente transformadoras para suas vidas. No entanto, nenhum deles conseguiu superar recordes mundiais. Além de não atingir a expectativa antes da competição, vários atletas limpos conseguiram superar adversários que fizeram uso de substâncias proibidas. Hunter Armstrong, astro da natação americana, se recusou a de participar dos protocolos de doping do evento para seguir competindo para estar nas Olimpíadas de Los Angeles-2028 e venceu a prova dos 50 metros costas masculino, com o tempo de 24,21 segundos. Já no atletismo, o velocista americano Fred Kerley, duas vezes medalhista olímpico - prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024 - também optou por não usar substâncias proibidas e surpreendeu a todos. Com 9,97 segundos, ele foi o grande ven...
Olimpíadas dos dopados termina com a quebra de apenas um recorde