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Jovem viraliza após 'lucrar' mais de R$ 235 mil com personagem do OnlyFans criada por IA

Jovem viraliza após 'lucrar' mais de R$ 235 mil com personagem do OnlyFans criada por IA

A história de um estudante universitário de 21 anos que diz ter faturado o equivalente a R$ 236 mil em apenas um mês utilizando uma modelo virtual criada por inteligência artificial no OnlyFans viralizou na internet. A personagem, batizada de "Maya", não existe na vida real. Segundo as publicações que circulam nas redes, Maya contava com ferramentas tecnológicas avançadas para gerar fotos, áudios e mensagens de texto de forma automatizada e com recursos de IA. A narrativa aponta que a influenciadora digital acumulou 1.247 assinantes pagantes, com um único fã desembolsando cerca de R$ 10,2 mil em conteúdos exclusivos. Apesar do impacto dos números, não existem comprovações documentais de que a receita tenha sido de fato alcançada. Initial plugin text A origem da história remonta a uma postagem na rede social X feita pelo usuário “Raytar”, em 2 de maio de 2026. O texto descrevia a iniciativa do estudante de Austin (Texas, EUA), apresentando Maya ao público como uma jovem de 22 anos, ex-aluna de psicologia da Universidade da Flórida Central. A partir daí, o conteúdo ganhou tração rapidamente com o apoio do usuário "Andrey Superior", que compartilhou o caso no dia seguinte e ampliou seu alcance na plataforma. Apesar da ampla repercussão em portais e redes sociais, a veracidade dos dados permanece incerta. Até o momento, não foram tornados públicos comprovantes bancários, extratos da plataforma OnlyFans ou relatórios financeiros independentes que atestem o recebimento das quantias divulgadas. A própria identidade do universitário responsável pelo projeto mantém-se em sigilo, sem confirmação por fontes autônomas. Sob a ótica técnica, o relato detalha que a construção da modelo envolveu a integração de diferentes softwares de IA: o Claude Code para diálogos, o Flux para imagens e o ElevenLabs para síntese de voz. O funcionamento do perfil dependia de quatro diretrizes nomeadas "persona.md", "voice.md", "flux.md" e "brain.md", arquivos estruturados para assegurar a consistência visual, comportamental e o histórico de interações com cada usuário. Além da falta de provas financeiras, o caso esbarra nas normas operacionais do próprio OnlyFans. A política da empresa estabelece que todo conteúdo publicado deve pertencer a criadores com identidade devidamente verificada, proibindo expressamente contas baseadas integralmente em perfis sintéticos. Embora a plataforma admita o uso auxiliar de inteligência artificial mediante sinalização explícita, a existência de uma criadora 100% fictícia violaria diretamente os termos de uso do serviço. Movimento cada vez mais comum O caso de Maya não é uma exclusividade ou raridade. Em abril deste ano viralizou a personagem Emily Pellegrini, também criada 100% em IA. Em entrevista ao "Daily Mail", o criador afirmou ter consultado o ChatGPT para produzir o modelo que contava, na época, com mais de 120 mil seguidores e tem fotos íntimas compartilhadas em uma plataforma de conteúdo adulto. Emily Pellegrini seria, em tese, uma jovem de 23 anos nascida na Itália Reprodução/Instagram "Eu perguntei ao ChatGPT: qual é a garota dos sonhos de um cara comum? E ele respondeu: longos cabelos castanhos e pernas longas! Então eu a fiz exatamente como a máquina disse. No início, trabalhei de 14 a 16 horas por dia com ela para realmente descobrir quais programas de Emily funcionavam bem para seu rosto, corpo e vídeos. Agora trabalho oito horas todos os dias da semana", afirmou. Outro caso de sucesso que impressiona o mercado é o de Aitana Lopez. Gerada inteiramente por inteligência artificial, essa modelo virtual fatura milhares de dólares por mês em contratos com marcas e patrocínios para seus criadores, baseados em Barcelona, na Espanha. Aitana possui mais de 400 mil seguidores e já foi patrocinada por marcas relevantes mundialmente Reprodução/Instagram Lançada há pouco mais de um ano, Aitana já acumula mais de 330 mil seguidores no Instagram, consolidando-se como o expoente mais popular de uma nova onda de influenciadores hiper-realistas que estão redefinindo o marketing de influência. *Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira