Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a tecnologia cada vez mais utilizada pelo INSS precisa ser aprimorada, quando o assunto é o sistema de concessão automática de benefícios — situação em que o pedido de aposentadoria, pensão ou auxílio é analisado por um robô, sem passar por um servidor. Segundo dados oficiais, no início de 2024, apenas 15,7% dos benefícios passavam pela concessão automática. No começo do ano passado, mais da metade dos requerimentos já eram analisados por meio da automação de processos. Em seu relatório, o TCU afirma que a equipe dedicada a cuidar da automação ainda é reduzida e que há limitações nos sistemas mantidos pela Dataprev, empresas responsável pelo processamento de dados previdenciários. Segundo a auditoria, a maior parte deles foi desenvolvida ainda nos anos 1990. O TCU, então, recomenda que o INSS atualize as tecnologias usadas e busque melhorias. O INSS, por sua vez, já se manifestou dizendo que a análise automática de pedidos de benefícios se aplica apenas aos casos em que não há inconsistências ou divergências de dados. Quando isso ocorre, os processos são submetidos a análise de servidores do órgão. O problema, segundo advogados previdenciários, é que há casos em que os requerimentos são indeferidos por informações erradas ou incompletas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) do INSS — sistema que reúne informações sobre vínculos empregatícios, rendimentos e contribuições previdenciárias dos trabalhadores. E nem sempre os segurados sabem disso e tem noção de como corrigi-los. Isso acaba levando a indeferimentos.
INSS precisa aprimorar sistema de concessão automática de benefícios, recomenda TCU