A segurança da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo elemento de preocupação após um grupo de hackers ligado ao Irã afirmar ter invadido drones utilizados pelo FBI e fazer referências diretas ao torneio em uma mensagem divulgada nesta sexta-feira. Segundo o SITE Intelligence Group, organização especializada no monitoramento de grupos extremistas e ameaças digitais, o coletivo conhecido como Handala publicou uma declaração alegando ter obtido acesso a sistemas de drones operados pela agência federal americana. De acordo com o comunicado atribuído ao grupo, os hackers teriam monitorado durante meses imagens captadas por drones de visão em primeira pessoa utilizados em operações de segurança e contraterrorismo. A mensagem também continha uma referência explícita à Copa do Mundo. "É melhor reforçarem a segurança na Copa do Mundo. Não gostamos nada de algumas dessas equipes. Não se esqueçam: drones estão por toda parte", afirmou o grupo, segundo a transcrição divulgada pelo SITE. As alegações surgem em um momento de forte mobilização das autoridades americanas para proteger o torneio. O FBI e outras agências federais vêm utilizando drones e sistemas avançados de monitoramento ao redor dos estádios e áreas de concentração de torcedores para identificar possíveis ameaças e impedir a operação de aeronaves não autorizadas. Durante a Copa, o espaço aéreo sobre os estádios e zonas oficiais de torcedores está sujeito a restrições especiais impostas pelas autoridades dos Estados Unidos. Apesar da gravidade das declarações, o próprio SITE Intelligence Group destacou que parte das supostas provas apresentadas pelo Handala levanta dúvidas. Segundo a organização, um dos vídeos divulgados pelo grupo como evidência da invasão teria sido produzido originalmente por uma empresa de tecnologia americana em 2024 para demonstrar o uso de softwares de monitoramento por departamentos de polícia locais. Essa inconsistência dificulta a verificação independente das alegações e coloca em dúvida a extensão real do suposto acesso obtido pelos hackers. O grupo Handala já vinha sendo monitorado pelas autoridades americanas antes da Copa do Mundo. Em março, a organização afirmou ter invadido contas de e-mail associadas ao diretor do FBI, Kash Patel, e divulgou documentos e fotografias que alegava ter obtido durante a ação. Os Estados Unidos tratam o coletivo como uma ameaça relevante no cenário cibernético. O Departamento de Estado chegou a oferecer uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações que possam levar à identificação ou localização de integrantes do grupo. A nova ameaça ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Washington e Teerã. Nos últimos meses, órgãos de segurança americanos alertaram para o risco de ataques cibernéticos conduzidos por agentes ligados ao governo iraniano ou por grupos alinhados aos interesses da República Islâmica, especialmente após o agravamento do conflito regional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Grupo hacker ligado ao Irã ameaça Copa do Mundo e dizem ter acessado invasão de drones do FBI; entenda