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Governo Lula decide reduzir tributos sobre gasolina para combater efeitos da guerra no Irã

Governo Lula decide reduzir tributos sobre gasolina para combater efeitos da guerra no Irã

JOÃO GABRIEL FOLHAPRESS O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reduzir o PIS/Cofins sobre a gasolina nesta quinta-feira (23), mas ainda não detalhou a medida que dá continuidade aos pacotes anunciados para o diesel. Essa é mais uma medida do Executivo para conter o aumento nos combustíveis desde março, quando Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irã, o que fez o preço do barril de petróleo disparar de cerca de US$ 70 para US$ 100. A principal preocupação de Lula é que esse aumento tem potencial de impactar negativamente o desempenho do petista nas urnas das eleições deste ano, em um contexto no qual seu principal concorrente à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), cresce nas pesquisas de intenção de voto. Uma das principais consequências da guerra foi o fechamento do estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. O resultado foi que o preço do barril disparou, ultrapassando os US$ 100 no caso do Brent, a referência para o comércio internacional, e afetando os combustíveis no mundo inteiro --no caso brasileiro, sobretudo o diesel, já que a gasolina é praticamente garantida pela produção nacional. Em março, o governo de Lula anunciou a desoneração do PIS/Cofins e uma subvenção de R$ 0,32 por litro para o diesel nacional e importado. Depois, ampliou a subvenção para R$ 1,52 por litro no caso importado e R$ 1,12 no nacional, em um custo que será partilhado também com os governos estaduais, e adicionou um custeio de R$ 850 sobre a tonelada do gás de cozinha importado -cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg. Também desonerou o PIS/Cofins do querosene de aviação e do biodiesel, concluindo um pacote de custo estimado superior aos R$ 30 bilhões. A expectativa é que este valor seja pago por um aumento na arrecadação com a exportação de petróleo, já que o preço do barril no mercado internacional está altíssimo e empresas do Oriente Médio estão com dificuldade de circular seu produto pelo mundo, graças ao fechamento de Hormuz, o que cria uma oportunidade para o mercado brasileiro.