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Fiesp culpa governo Lula por tarifaço: 'ruídos diplomáticos desnecessários e críticas personalistas'

Fiesp culpa governo Lula por tarifaço: 'ruídos diplomáticos desnecessários e críticas personalistas'

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pela decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a entidade afirmou que "ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington" comprometeram a relação bilateral e contribuíram para a adoção da medida. Tarifaço dos EUA terá 864 exceções: terras-raras, suco de laranja, carne, café, entre outros Retaliação, negociações e exceções: como o Brasil pode reagir a novo tarifaço de Trump Segundo a Fiesp, a sobretaxa é especialmente prejudicial por atingir apenas o Brasil, reduzindo a competitividade da indústria nacional em relação a concorrentes internacionais. A entidade também avaliou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada por meio de uma condução "técnica e pragmática" das relações com os EUA, estratégia que diz ter defendido durante as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e em outras oportunidades ao longo do último ano. Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a nova tarifa agrava um cenário já desafiador para a indústria brasileira. Governo Lula 'repudia' tarifaço: Executivo diz que irá acionar Lei de Reciprocidade "O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo "pedágio" imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros mais elevadas do mundo, entre outros desafios", diz Skaff em nota. A entidade informou que ainda continuará atuando junto a parceiros e autoridades americanas para tentar reverter a sobretaxa ou ampliar a lista de produtos contemplados por eventuais isenções. Além da Fiesp, outras entidades representativas de setores afetados pela nova taxação também se manifestaram após a decisão do governo de Donald Trump. Mais cedo, em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou acompanhar a medida com preocupação e avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras.