O Equador anunciou nesta quarta-feira que realizará operações conjuntas de combate às drogas com a Colômbia e os Estados Unidos ao longo de sua fronteira com a Colômbia, onde atuam diversos grupos armados. Bogotá e Quito alteraram suas tensas relações diplomáticas com a ascensão ao poder, na Colômbia, do político de direita Abelardo De la Espriella. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, acusou o antecessor de De la Espriella de não combater eficazmente o crime organizado na região fronteiriça. Vídeo: Tradicional corrida de 'carrinhos de rolimã' termina com seis feridos após veículo atingir área de espectadores no Equador Morar no Equador: veja custo de vida e regras de imigração facilitada para brasileiros, apesar da baixa segurança Seu ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, anunciou que os dois governos agora enviarão unidades militares para a fronteira. As forças equatorianas e colombianas realizarão "operações de vigilância" e também agirão "conjuntamente (...) contra os grupos armados irregulares que operam naquela área", disse ele em declarações à rádio local Radio Sucesos. "Os Estados Unidos também farão parte das estratégias que implementaremos, incluindo operações na região fronteiriça com a Colômbia", acrescentou o ministro. Noboa, um dos aliados do governo Donald Trump nas Américas, está travando uma guerra contra as drogas com o apoio militar dos EUA. Equador e Colômbia também fazem parte do Escudo das Américas, uma coalizão antidrogas composta por cerca de vinte países da América Latina e do Caribe, liderada por Trump. O ministro equatoriano insistiu que "as operações serão conjuntas (...) não apenas com a Colômbia, mas também com os Estados Unidos". "Houve falta de cooperação por parte do governo colombiano. Agora temos uma oportunidade de ouro, na qual dois governos (o de De la Espriella e o de Noboa) estão determinados a enfrentar esses grupos (ilegais), e contamos com o apoio dos Estados Unidos", enfatizou Loffredo.
Equador anuncia operações conjuntas de combate às drogas com Colômbia e EUA