Em reunião no Departamento de Estado americano, em Washington, nesta quarta-feira(16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu sanções contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e tentou convencer os americanos de que isso não influenciaria os votos dos eleitores de forma desfavorável para seu irmão e candidato, Flávio Bolsonaro (PL). Em sua conta da rede social X, Eduardo compartilhou um vídeo da CNN e disse que sua atuação, hoje, no Departamento de Estado, junto com o youtuber Paulo Figueiredo, foi sobre o conteúdo do vídeo. Não está claro com quem eles se reuniram. No vídeo, a repórter Débora Bergamasco diz que Eduardo e Figueiredo foram "brifar" o governo de Donald Trump sobre o Supremo, as investigações em curso e o julgamento que aconteceu ontem — mas que foi interrompido — sobre investigações envolvendo ministros da Corte e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Eduardo e Figueiredo pediram sanções, como a aplicação da Lei Magnitsky, aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Moraes já foi alvo da Magnitsky no ano passado, assim como sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Segundo a CNN, houve uma ressalva por parte deles de que sanções ao Brasil não faziam parte do pedido. Figueiredo teria dito à CNN que medidas devem ser anunciadas "em breve", sem especificar quais e quando, e que os "brasileiros de bem" iriam "gostar das notícias vindas dos EUA nas próximas semanas e os bandidos, não". Segundo a CNN, Eduardo e Figueiredo também falaram sobre eleições e crime organizado. Figueiredo chamou a atenção, assim como Eduardo fez em suas redes sociais, para um documento divulgado hoje pela Casa Branca afirmando que o Brasil não enfrentou as organizações, classificadas pelos EUA como terroristas, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) e instando o país a adotar "medidas enérgicas" com urgência. As afirmações fazem parte de um relatório anual do governo americano sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas. O Brasil não integra essa lista de países, mas recebeu um parágrafo com os comentários. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro Al Drago/Bloomberg
Em Washington, Eduardo Bolsonaro defende sanções a ministros do STF