Padres como Fábio de Melo, Marcelo Rossi e Reginaldo Manzotti, além da fé, mantêm em comum relatos sobre a depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a projeção é que, até 2030, a doença se torne a mais comum do mundo.Em entrevista à TV Globo, Fábio de Melo já havia revelado que convivia com sinais da doença. “Fui um menino muito triste, melancólico, às vezes sombrio, e era um traço da minha personalidade com o qual convivi durante muito tempo, até perceber que tinha nome”, contou.Já o padre Marcelo Rossi revelou, durante uma missa no fim de 2025, o processo do transtorno após sofrer um acidente doméstico que o impediu de realizar atividades, ativando gatilhos em sua saúde mental. Leia Também: Ex-Tiazinha anuncia decisão após acidente do irmão Ana Paula Renault enfrenta drama e denuncia barulho de boate: 'Insustentável' Ambulantes vendem sacos de areia para o show de Shakira; entenda “Deus permitiu que eu fosse ao fundo do poço. Confesso que não acreditava em depressão, achava frescura. Deus permitiu que eu experimentasse e compreendesse”, disse.Outro que também falou sobre o tema foi o padre Reginaldo Manzotti. “Pode-se dizer que foram momentos depressivos. Procurei ajuda, fiz terapia, e esse processo foi de grande importância para elaborar e compreender o que estava passando. Sou um grande defensor desse acompanhamento”, afirmou durante uma pregação, na qual também conscientizou o público.Depressão, a doença do séculoDe acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos uma em cada cinco pessoas já sentiu, sente ou ainda vai sentir sintomas de depressão.Cerca de 800 mil suicídios registrados no mundo estão associados à doença. No Brasil, em média, 38 pessoas tiram a própria vida por dia, sendo a maioria do sexo masculino.Os homens representam mais de 70% dos casos, com cerca de 10 mil mortes por ano. Segundo profissionais de saúde, muitos deles nunca tiveram o transtorno diagnosticado.Os relatos dos padres demonstram que o transtorno pode afetar qualquer pessoa e precisa de atenção. A depressão é uma doença tratável, e você não precisa enfrentar isso sozinho. Procure um psicólogo ou psiquiatra. Em momentos de crise, ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo número 188, atendimento gratuito, 24 horas.
Doença que atingiu padres reforça alerta sobre homens no Brasil