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Dengue causa mais uma morte no estado de São Paulo

Dengue causa mais uma morte no estado de São Paulo

PATRÍCIA PASQUINIFOLHAPRESS A dengue fez mais uma vítima no estado de São Paulo. Desta vez, em Jacareí (a 84 km da capital paulista). Trata-se de um homem de 63 anos, com comorbidades severas, que morreu no dia 27 de janeiro. A Secretaria de Saúde da cidade afirmou que a infecção por dengue foi confirmada em amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz.O óbito é o segundo registrado em 2026, no estado, mas o primeiro nas estatísticas oficiais do ano. Em 9 de janeiro, um homem de 53 anos morreu em Nova Guataporanga (a 658 km de São Paulo).O município de Jacareí —localizado no DRS (Departamento Regional de Saúde) de Taubaté— possui 451 casos confirmados de dengue e 12 em investigação, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, atualizado até esta quarta-feira (4).No mesmo período do ano passado, havia o registro de 270 casos confirmados e quatro mortes. O município está com o decreto de emergência por dengue ativo desde 27 de fevereiro de 2025.Jacareí é a segunda cidade paulista com mais casos da doença em 2026. Perde para a capital, que totaliza 1.002 infecções até o momento. No local, o coeficiente de incidência de dengue por 100 mil habitantes é de 185,22, considerado médio, de acordo com o Ministério da Saúde.Os mesmos critérios apontam nível epidêmico em Nova Guataporanga ( 1.778,19), São João do Pau d'Alho (443,85) e Florínea (300,90) , quando a incidência ultrapassa 300 por 100 mil habitantes, é considerado epidemia.O coeficiente de incidência é um indicador do ministério para a classificação da doença em relação à população. Para chegar a ele, basta multiplicar por 100 mil o número de casos novos e dividir pelo total da população na área em questão. O indicador mostra o risco de os moradores ficarem doentes e a probabilidade de novas ocorrências.Até o momento, o estado de São Paulo confirmou 4.373 casos de dengue. Outros 7.983 e 18 mortes permanecem em investigação. Os números são bem menores dos registrados no mesmo período de 2025: 135.639 casos e 213 óbitos confirmados, e 1.410 infecções em investigação.A dengue é uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti. A doença possui quatro sorotipos. Quando um indivíduo é infectado por um deles adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais.Quem apresentar febre alta (38°C a 40°C) de início repentino e pelo menos duas manifestações —dor de cabeça, prostração, dores musculares /ou articulares e dor atrás nos olhos— deve procurar uma unidade de saúde.Passada a fase crítica, a maioria se recupera. Em alguns casos, a doença pode progredir para formas graves e óbito.Os sinais de alarme para a gravidade são dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico),hipotensão postural (queda da pressão arterial ao levantar-se da posição sentada ou deitada), sensação de desmaio, letargia e/ou irritabilidade, aumento do tamanho do fígado, sangramento de mucosa eaumento progressivo do hematócrito.Não há tratamento específico para a dengue. Repouso e hidratação são essenciais.O InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge, um desafio internacional dos projetos InfoDengue e Mosqlimate, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a FGV (Fundação Getulio Vargas), projetou 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026, no país. Destes, 54% são esperados no estado de São Paulo.As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas, mas sem sinais de alcançar os extremos de incidência observados em 2024.