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'Coyote vs. Acme', 'Muito prazer', 'Ponto sem retorno' e mais: as estreias e os filmes em cartaz

'Coyote vs. Acme', 'Muito prazer', 'Ponto sem retorno' e mais: as estreias e os filmes em cartaz

A mistura de live-action e animação com os personagens dos Looney Tunes, "Coyote vs. Acme"; o retorno do diretor Jorge Furtado com "Muito prazer", estrelado por Luisa Arraes, Samantha Jones e Felipe Velozo; novo filme pós-apocalíptico de Ridley Scott, "Ponto sem retorno; drama premiado no Festival de Gramado, "Nosso segredo" e mais títulos estão entre as estreias da semana. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz: Projeto Aquarius volta à Praça Mauá com shows gratuitos de Emicida, Leci Brandão e Orquestra Sinfônica Brasileira Veja agenda: Samuel Rosa, Ferrugem, D2, Pretinho da Serrinha e mais artistas agitam o Rio Gastronomia As estreias da semana (27 de agosto a 2 de setembro) ‘Coyote vs. Acme’ Nesta mistura de animação e live-action, o Coyote processa a empresa Acme porque seus produtos usados na tentativa de capturar o Papa-Léguas sempre falham. Direção de Dave Green. Com J Will Forte, John Cena. 'Muito prazer' Num mundo marcado por exibicionismo e ausência de privacidade, características favorecidas pela crescente adesão a aparatos tecnológicos, ainda há espaço para o envolvimento romântico. É o que parece dizer Jorge Furtado por meio das jornadas de Rubem (Daniel de Oliveira), Grace (Luisa Arraes) e Nalva (Samantha Jones). O primeiro recebe de herança um motel falido, onde mora a segunda, ex-funcionária do estabelecimento. Diante da falta de perspectiva financeira, eles pedem à terceira para ajudar na gravação da intimidade sexual dos clientes. Eles passam a comercializar os vídeos, alterando, porém, as identidades visuais dos que são filmados clandestinamente. Mas nem tudo sai conforme o previsto. Mariana (Drica Moraes), mãe de Grace, atrapalha os planos do trio. E Rubem e Grace se aproximam afetivamente. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Nem tudo é paz e amor’ O documentário dirigido por Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, dos Novos Baianos, investiga a criação dos “filhos da contracultura” nos anos 1970. O filme reúne relatos de nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, que cresceram em meio a drogas, sexo e liberdade. 'Nosso segredo' Integrantes de duas gerações da mesma família convivem em uma casa que é também personagem — talvez a principal — em “Nosso segredo”, vencedor dos prêmios de melhor filme, fotografia e direção de arte no Festival de Gramado que se encerrou no último domingo. A concentração dramática em um único espaço tem origem teatral: a peça “Amores surdos”, escrita pela diretora Grace Passô e encenada pelo grupo Espanca. Mas o resultado é cinematográfico, com uma câmera que se movimenta como se fosse também personagem, a explorar as relações entre as pessoas e delas com o lugar onde vivem. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘O apego’ Vencedor do Prêmio Cesar, o drama francês de Carine Tardieu traz Valeria Bruni Tedeschi como uma mulher independente que se aproxima do vizinho, pai solteiro de dois filhos, e, aos poucos, cria laços com a família. 'Ponto sem retorno' Os primeiros 15 anos do século XXI foram marcados por livros, filmes, games e séries como “Jogos vorazes”, “The walking dead”, “A estrada”, “The last of us”, obras de ficção que fantasiavam sobre apocalipses futuros. Pós-pandemia, com exemplos diários da crise climática nas manchetes e um mundo politicamente cada vez mais conturbado, esse tipo de narrativa ganha uma familiaridade incômoda. Hig (Jacob Elordi) vive em um mundo devastado por uma pandemia de gripe ao lado de seu cachorro Jasper. Por conveniência, divide um antigo hangar com Bangley (Josh Brolin), ex-militar que se preparou para o apocalipse e, na verdade, parece gostar dele, atirando indiscriminadamente em tudo o que se move. Hig, não. Ele sente falta de antigamente. Procura com seu velho avião sinais daquela existência passada e acredita que ainda existem seres humanos bons, como a comunidade menonita ali perto ou Pops (Guy Pearce) e sua filha Cima (Margaret Qualley). Bonequinho dorme: leia a crítica. ‘A quinta portuguesa’ Após o desaparecimento da companheira, um professor assume a identidade de outro homem e passa a trabalhar como jardineiro em uma quinta, onde cria um vínculo inesperado com a dona da casa. Dirigido por Avelina Prat, com Manolo Solo e Maria de Medeiros. ‘Perdida no Ártico’ Na coprodução de Finlândia e Grécia, uma patinadora no gelo (Thea Sofie Loch Næss) fica presa em um bloco à deriva no Mar Ártico e luta para sobreviver. Direção: Taavi Vartia. ‘Photochart: nascido pra vencer’ O doc de Luis Erlanger e Wagner de Assis conta a história do jóquei Jorge Ricardo, com mais de 13 mil vitórias, e ainda em atividade aos 65 anos. Relançamento ‘Michael’. Para celebrar o aniversário do Rei do Pop, que faria 68 anos neste sábado, a cinebiografia estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista, volta aos cinemas. A direção é de Antoine Fuqua (“Dia de treinamento”). Jaafar Jackson interpreta o tio, Michael Jackson, na cinebiografia "Michael" Reprodução Extra ‘Curta no Almoço’. Na 13a edição, a mostra reúne 20 curtas-metragens de diferentes regiões do país, entre documentários, ficções, animações e obras híbridas, com três sessões diárias. Entre os destaques estão “A jornada do valente”, sobre o compositor Assis Valente, “Chega de demanda / Cartola”, de Roberto Moura (ambos ter, 12h), e “No mar”, sobre um professor com deficiência (qua, 12h). Caixa Cultural, Centro. Ter a sex, em três sessões: 12h, 12h45 e 13h30. Até 25 de setembro. Estreia ter. Cine Lage. O projeto da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage apresenta a primeira parte da série de documentários de Leon Hirszman em parceria com a psiquiatra Nise da Silveira. “Imagens do inconsciente – Em busca do espaço cotidiano” (1986) acompanha a trajetória do paciente Fernando Diniz e sua produção artística no ateliê de Nise. Capelinha, EAV Parque Lage. Jardim Botânico. Sex, às 19h. Grátis, com distribuição de senhas 30 minutos antes do início. Cine BNDES. Até outubro, o BNDES exibe, toda quarta-feira, longas brasileiros que receberam apoio do banco. Nesta semana, a sessão será de “Criadas”, filme da diretora Carol Rodrigues, com Mawusi Tulani e Ana Flávia Cavalcanti. A seleção inclui “Um pai em apuros” (9 de setembro), comédia de Carolina Durão; e “Pequenas criaturas” (7 de outubro), com Carolina Dieckmmann, entre outros. A programação completa está no site do BNDES. Espaço Cultural BNDES. Av. República do Chile 100, Centro. Qua, às 18h30. Até 7 de outubro. Grátis. 'Pequenas criaturas', com Carolina Dieckmann Divulgação ‘A outra volta do parafuso’. Na programação da mostra da Cinemateca do MAM no CCBB estão produções como "2 filhos de Francisco" (dia 28, 17h), de Breno Silveira e mais. Cinema II do CCBB. Centro. Até 31 de agosto. Grátis. Ator Harrison Ford durante atuação no filme "Blade Runner - O Caçador de Androides", de 1982 Divulgação ‘Cyberpunk japonês’. A mostra exibe títulos desse subgênero da ficção científica, de animes a longas de gangues de motoqueiros. Na programação, “Blade Runner”, de Ridley Scott (dia 30, às 17h30. Cinema I do CCBB. Centro. Até 31 de agosto. Grátis. Initial plugin text Filmes que seguem em cartaz ‘Acampamento Miasma: adolescência, sexo e morte’ Com Hannah Einbinder (“Hacks”) e Gillian Anderson (“Arquivo X”) nos papéis principais, o longa de Jane Schoenbrun — que venceu a Palm Queer no Festival de Cannes desse ano— revisita o terror slasher, popularizado nos anos 1980. A trama acompanha Kris (Einbinder), uma jovem cineasta contratada para dirigir um remake da franquia fictícia de terror oitentista “Camp Miasma”. Ela procura Billy Presley (Anderson), atriz que interpretou a protagonista sobrevivente do filme original e vive afastada dos holofotes há décadas. À medida que se aproximam, as duas caem em um frenesi de mania psicossexual. ‘Amigas sem filtro’ O que era para ser uma viagem tranquila, num spa de luxo, entre três amigas, acaba se tornando um fim de semana intenso e divertido quando uma quarta e caótica integrante se une, de surpresa, à trupe. Com Anna Faris, Leslie Mann, Michelle Buteau e Isla Fisher. Direção de Jon Lucas e Scott Moore. ‘Anistia 79’ O documentário da cineasta Anita Leandro resgata imagens feitas por exilados brasileiros, em 1979, em Roma, da Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, e aborda temas como a manutenção do aparato repressivo da ditadura e a impunidade dos torturadores. ‘Authentic games - No império desconectado’ Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho. ‘Cansei de ser nerd’ Nesta comédia sci-fi dirigida por Gualter Pupo, Fernando Caruso vive um nerd que na juventude foi acusado injustamente de um suposto assassinato e vai à festa de reencontro da faculdade decidido a limpar seu nome e reconquistar sua alma gêmea. Bia Guedes, João Velho e Pedro Benevides também estão no elenco. ‘Champagne – Uma viagem de pai e filho’ Esta “dramédia” holandesa dirigida por Tim Kamps acompanha Maarten (Leo Alkemade) em uma viagem ao lado do pai, Hans (Huub Stapel), diagnosticado com câncer terminal. 'Colegas e o herdeiro' Em 2012, “Colegas” marcava divisor de águas ao apresentar um filme de ficção com personagens portadores de síndrome de Down. Sem paternalismo ou discurso de inclusão, o diretor Marcelo Galvão apostava na espontaneidade e leveza de seu elenco para conquistar o público e prêmios em festivais, como em Gramado. A continuação do feito chega, 14 anos depois, com “Colegas e o herdeiro”, que repete direção, parte do elenco original ao lado de uma renovada safra de intérpretes envolvidos em altas aventuras. Desta vez, quatro internos decidem fugir ao encontro do cultuado “herói” do passado Stallone, suposto gerente de um hotel no Uruguai. O percurso é longo, atribulado, envolve pilotar avião, Polícia Federal, roubo de joias e outros obstáculos. Há participantes diretos e indiretos nos riscos das aventuras, que incluem altas expectativas amorosas. Bonequinho olha: leia a crítica. 'O convite' A perda do desejo sexual pode ser tanto sintoma quanto consequência de crises conjugais que acometem casais durante uma relação longa e com filhos. O tema é universal e o interesse por ele também. Prova disso é que o filme espanhol “Sentimental” (2020), do diretor Cesc Gay, adaptado de uma peça de sua autoria, já teve remakes em Itália, Suíça, França, Coreia do Sul e, mais recentemente, nos EUA, batizado de “O convite”, que acaba de chegar aos cinemas. É o terceiro longa dirigido pela atriz Olivia Wilde, que fez o dever de casa corretamente. Ela procura soluções visuais que confiram dinamismo ao filme, que se passa no apartamento do casal Angela (a própria Wilde) e Joe (Seth Rogen). Eles recebem para jantar os vizinhos do andar de cima, Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton), cuja voracidade barulhenta na cama costuma irritar Joe, mas desperta a curiosidade de Angela. Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'O convite': com Olivia Wilde, Seth Rogen, Edward Norton e Penélope Cruz Divulgação 'As cores do tempo' A estrutura de “As cores do tempo” tem algo de novelinha sobre família, mas com a ideia interessante de traçar conexões temporais. Dirigida por Cédric Klapisch (o mesmo do cult “Albergue espanhol”, de 2002), a trama vai e volta entre o fim do século XIX e 2025, distribuindo mistérios, romances, cartas escondidas e revelações sobre parentes de gerações passadas e pintores famosos. No entanto, a saga familiar se perde numa insistência em forçar a mão nas conexões. Em “As cores do tempo”, quase tudo precisa ser mastigado, toda emoção precisa ser sublinhada e toda imagem precisa conduzir a uma conclusão. Com isso, resvala para a cafonice. Frases como “sempre olhei para a frente, me faz bem olhar para trás”, por exemplo, parecem tiradas de perfil motivacional do TikTok. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Os emergentes’ Na comédia estrelada por Nelson Freitas, Alexandra Richter e Paulinho Serra, integrantes de uma família de elite perdem a fortuna e, para sobreviver, precisam começar a trabalhar para antigos funcionários. Direção de Hsu Chien. 'O fim da rua' Os personagens de “O fim da rua”, de David Robert Mitchell, moram, na década de 1980, num abastado subúrbio formado por casas confortáveis. Lá, quase todos interagem de maneira harmoniosa. Mas essa idealização se mantém por poucos minutos. Logo alguns segredos dos integrantes da família destacada no filme começam a aparecer. Como Nora — a protagonista de “Casa de bonecas”, peça de Henrik Ibsen —, Denise (Anne Hathaway) deseja exercer a própria independência longe dali. Transfere essa vontade para a personagem do romance que ocultamente escreve. Greg (Ewan McGregor), o marido pacífico e otimista, demora a assumir sua realidade profissional. Brian (Christian Convery), o filho, não relata que sofre perseguição de um garoto do bairro. E Audrey (Maisy Stella), a filha, apesar de não esconder uma situação concreta, não revela tudo o que sente. Bonequinho olha: leia a crítica. 'O fim da rua', com Anne Hathaway e Ewan McGregor Divulgação 'Herança de Narcisa' Uma casa mal-assombrada, uma mãe e uma filha em jogo de duplos e espelhos. Em “Herança de Narcisa”, vencedor do prêmio do júri popular da seção Novos Rumos do Festival do Rio, os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias inserem elementos sobrenaturais no drama da relação complexa e especial de mães e filhas. Ana (Paolla Oliveira) chega para a difícil tarefa de se desfazer dos discos, das roupas e maquiagens da mãe, que morreu faz pouco tempo. O filme deixa claro que, no temperamento, as duas não poderiam ser mais diferentes: Ana é uma chef de cozinha introspectiva, em meio a um luto, e Narcisa era uma vedete que amava ter a sala cheia de amigos cantando, dançando, bebendo e se divertindo. Na aparência, porém, elas são idênticas — quase um clichê nas obras de terror e suspense. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Homem-aranha: um novo dia’ Não dá para ser adolescente para sempre, nem mesmo se você for picado por uma aranha radioativa, ganhar poderes e sair por aí atirando teias por Nova York. O novo “Homem-Aranha — Um novo dia” busca retratar essa transição entre o garoto Peter Parker que só pensa em se divertir e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complicadas que a maturidade impõe. O principal vilão, nesse caso, é o tempo, um tema que já apareceu muitíssimas vezes nos quadrinhos do Homem-Aranha e também já foi usado no cinema. Mas que, agora, no bom filme dirigido por Destin Daniel Cretton, ganha um frescor que anda cada vez mais raro no modelo fordista de produção em massa de histórias de super-heróis. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Tom Holland em "Homem-aranha: um novo dia" Divulgação ‘Honestino’ Bruno Gagliasso estrela este misto entre documentário e docudrama sobre Honestino Guimarães, líder estudantil da geração 1968, presidente da UNE e aluno da UnB. Preso cinco vezes, ele foi sequestrado aos 26 anos, em 1973, e está entre as centenas de pessoas desaparecidas durante a ditadura militar no Brasil. O filme mistura arquivos e escritos inéditos, depoimentos de familiares e amigos, e cenas interpretadas por Gagliasso. Direção de Aurélio Michiles. ‘La La Land — Cantando estações’ No aniversário de dez anos de lançamento, o premiado musical — vencedor de seis Oscars e sete Globos de Ouro — com Emma Stone e Ryan Gosling volta às telonas. Dirigido por Damien Chazelle, o longa acompanha o relacionamento entre uma aspirante a atriz e um pianista de jazz cujos caminhos se cruzam enquanto tentam avançar em suas carreiras em Los Angeles. ‘Manual do herói’ Na produção nacional dirigida por Fáuston da Silva, a vida de um adolescente de Brasília vira de cabeça para baixo após um encontro inesperado com uma misteriosa heroína mascarada, que o salva de um assalto. Com Eduardo Ydiriuá e Elaine Amaro. ‘Minions e monstros’ Na década de 1920, na era de ouro de Hollywood, os Minions saem em busca de monstros para estrelar seu próprio filme. A animação traz referências a clássicos como “Tempos modernos”, de Chaplin, e “Tubarão”, de Spielberg. Dirigido por Pierre Coffin, responsável pela franquia e pela dublagem dos Minions. 'Mirrors no. 3' Christian Petzold é um dos diretores mais consistentes da atualidade, mas seu cinema ainda é pouco reconhecido. Seu 11o filme, “Mirrors no. 3”, marcou sua estreia em Cannes, em 2025, na mostra paralela Quinzena de Cineastas. É pouco para um diretor de tamanho talento. Para sorte dos brasileiros, a maioria de seus longas foi lançada no país, como é o caso, agora, de “Mirrors no. 3”. No filme, sua musa, Paula Beer, interpreta Laura, uma estudante de música depressiva que sofre um acidente de carro. Ela é acolhida por Betty (Barbara Auer), que vive sozinha em uma casa na beira da estrada cheia de coisas quebradas. Betty tinha feito contato visual com Laura pouco antes da tragédia. É imperdível, assim como o resto de sua obra, quase inteiramente disponível em streaming. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica completa. ‘Moana’ A animação de sucesso da Disney de 2016 ganha uma adaptação em live-action com a australiana Catherine Laga’aia no papel principal e Dwayne Johnson como semideus Maui , personagem que dublou no desnho. Na trama, Moana parte em uma missão para salvar seu povo ao lado de Maui. Dirigido por Thomas Kail. 'A morte de Robin Hood' Famoso por tirar dos ricos para dar aos pobres, Robin Hood faria tanto sucesso hoje, com poucos tendo demais enquanto a maioria não tem o básico, quanto na Idade Média que originou a história. Mas “A morte de Robin Hood”, dirigido por Michael Sarnoski (de “Pig” e “Um lugar silencioso: dia um”), está interessado em desconstruir essa lenda. A ideia é boa. Em vez de recontar seus feitos heroicos, a amizade de Pequeno João e seu amor por Marian, já vistos no cinema tantas vezes, aqui encontramos o personagem, interpretado por Hugh Jackman, já velho e obrigado a examinar seu passado e enfrentar seus atos. Este Robin Hood foi um homem violento, fruto de uma época cruel. Em sua trajetória, ele deixou mais órfãos e viúvas do que pessoas aliviadas da fome por algumas moedas distribuídas de seus roubos. Bonequinho olha: leia a crítica. 'A morte de Robin Hood', estrelado por Hugh Jackman Divulgação ‘Mundurukuyü — A floresta das mulheres peixe’ O longa acompanha o dia da dia da aldeia Sawre Muyb, no Pará, onde, pela mitologia Munduruku, humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. Documentário dirigido por Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Akay. Initial plugin text 'A Odisseia' Christopher Nolan entrega espetáculo em “A odisseia”, sua adaptação do épico atribuído a Homero, uma das obras literárias mais antigas da humanidade, produzida no século VIII ou VII a.C. Estão lá as sequências que vão fazer as cadeiras tremerem e transportar o espectador para a Grécia da Idade do Bronze, embora haja menos fluidez em cenas mais íntimas. Porém, o que mais impressiona na história de Odisseu (Matt Damon) — que fica quase 20 anos longe de sua terra, Ítaca, de sua amada Penélope (Anne Hathaway) e do filho Telêmaco (Tom Holland), após partir para a Guerra de Troia — é como o diretor discute com mais segurança alguns de seus temas favoritos, como heroísmo, paternidade, tempo e memória, e usa a mitologia grega para falar de nós, hoje. Bonequinho olha: leia a crítica. Matt Damon, Will Yun Lee, e Himesh Patel em "A Odisseia" (2026) Divulgação ‘Patrulha Canina: uma aventura dino’ A série de animação infantil ganha uma adaptação para os cinemas. Na aventura, a turma vai parar em uma ilha de dinossauros após uma tempestade, onde conhece Rex, um filhote perdido, e precisa ajudá-lo a salvar a ilha. De Cal Brunker. 'Pequenas criaturas' Qual o, pior lugar do mundo? “Brasília”, responderiam sem respirar Helena e seus dois filhos. Se a enquete prosseguisse com “qual o pior momento da História”? “Agora”, concordariam em coro. O desagrado faz sentido. Há nove dias na capital do país nos idos de 1986, ao núcleo familiar recém-abandonado pela figura masculina, só cabe persistir por teimosia. E falta de opção. Mãe e filhos vivem a ruptura e o novo habitat em condomínio cercado por construções de design futurista e áreas desérticas. No contexto, cada um se vira como pode: a mãe, à beira da depressão, fumante pesada. André, engatinha na adolescência, e Dudu, de 7 anos, o mais “safo”, graças à paixão por “Guerra nas Estrelas” e um amigo imaginário. Bonequinho aplaude: leia a crítica. ‘O poder do rosário’ Drama religioso brasileiro dirigido por Tiago Benetti sobre uma menina e sua mãe, que sofrem um grave acidente e embarcam em uma jornada de fé. ‘Quinze dias’ Na adaptação do sucesso teen escrito por Vitor Martins, um adolescente inseguro que sofre bullying espera aproveitar as férias longe dos colegas da escola. Mas seus planos mudam quando a mãe decide hospedar por quinze dias o filho dos vizinhos, por quem ele foi apaixonado na infância. Com Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella. 'Refém por um fio' Sentindo-se profundamente injustiçado na condução de um projeto imobiliário, um pequeno empresário sequestra o seu corretor de hipotecas, o coloca sob a mira de uma espingarda e, diante das câmeras de TV, espera que seus algozes se manifestem publicamente. Parece enredo de um caso policial recente com potencial de mobilizar a atenção da mídia e transformar-se em fenômeno de audiência na internet, mas é apenas o resumo de um caso real ocorrido em 1977, em Indianápolis, Estados Unidos. Agora revisitado por Gus Van Sant em “Refém por um fio”, o episódio ganha uma versão semidocumental para falar de temas que continuam atuais, como luta de classes e voyeurismo midiático, e que homenageia os bons e velhos filmes de assalto dos anos 1970 — embora não mantenha o mesmo nível de tensão. Bonequinho olha: leia a crítica. 'Refém por um fio', de Gus Van Sant: Bonequinho olha Arte do GLOBO 'Rio de Clarice' Todo filme estruturado como antologia está sujeito a inconsistências entre suas partes, e “Rio de Clarice” não escapa a essa possibilidade. Concebido como um projeto coletivo com adaptações de contos de Clarice Lispector, cada um com equipe distinta, os cinco capítulos do longa têm em comum o roteiro de Nicole Allgranti, sobrinha-neta da escritora, que assina a direção-geral, e Teresa Montero, biógrafa de Clarice, além do uso constante de música incidental. A eficiência de cada um depende, em grande parte, da sensibilidade de cada realizadora para traduzir em imagens as inspirações e limitações oferecidas pelo conjunto de textos, que pretende capturar o espírito da obra da autora de “A hora da estrela” e celebrar seu universo feminino. Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Sagrado coração — Seu reino não terá fim’ O documentário religioso francês de Sabrina Gunnell e Steven J. Gunnell dá voz a homens e mulheres que encontraram no Sagrado Coração de Jesus um caminho de esperança. ‘Sobrenatural — Agora entre nós’ Sexto filme da franquia de terror, traz novos personagens, mas gira em torno do mesmo universo. Na trama, mulher descobre que pode viajar para O Além. Os problemas começam quando criaturas malignas descobrem que podem voltar com ela. Com Lin Shaye, Sam Spruell e Amelia Eve. Direção de Jacob Chase. ‘Só por uma noite’ Estrelada por Callum Turner (o sr. Dua Lipa) e Monica Barbaro, a comédia romântica é ambientada em uma Nova York (distópica?) em que os solteiros só têm autorização de transar uma vez por ano. E é justamente na fatídica noite que os dois se conhecem, mas uma série de desenconcontros atrapalha a paquera. A direção é de Will Gluck (de “Todos menos você”). ‘Trago seu amor’ O feitiço vira contra o feiticeiro nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: ou a pessoa beijada se apaixona por ela ou por uma pessoa que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins. ‘Toy story 5’ Os medos dos brinquedos de “Toy story” são comuns aos de qualquer humano, como deixar de ter utilidade, ser abandonado, não ficar na memória de alguém. Em “Toy story 5”, de Andrew Stanton (“Procurando Nemo”, “Wall-E”), a esses temores junta-se um novo: o avanço da tecnologia não poupa ninguém. “A era dos brinquedos acabou”, dizem, apavorados, os bonecos, ao perceberem que todos têm os olhos voltados para baixo, para as telas de seus celulares. Não há grandes novidades na trama, apenas uma atualização com o impacto da tecnologia. Mas é bom passar um tempo com esses personagens e voltar a se emocionar com eles, ainda mais em um filme de visual tão deslumbrante. Bonequinho aplaude: leia a crítica. Em "Toy Story 5", criança troca brinquedos por telas Reprodução Initial plugin text