Tudo começou em 2017, como oportunidade de negócio. Formado em Administração, o paulistano Felipe Matayoshi cresceu na fábrica da mãe — que produzia roupas para as etiquetas Forum, Triton e Iódice — e desenvolveu uma inclinação natural pela moda. Apaixonado por sneakers, passou a pesquisar com afinco o tema e se deparou com tênis feitos à mão em Portugal e na Itália. “Fiquei fascinado”, lembra-se. Foi nesse embalo que criou a Pace, inicialmente focada em sneakers, sapatos artesanais, mochilas e shoulder bags. Look da coleção de inverno 2026 da Pace Ze Takahashi/Agência Fotosite Na sequência, lançou a primeira cápsula de vestuário. Quase uma década depois, a Pace tem flagship nos Jardins, em São Paulo, e está presente em 21 multimarcas internacionais. No mês passado, estreou na passarela, na capital paulista, e apresentou a primeira linha feminina, com cinco looks. O consultor de branding de moda Fábio Monnerat analisa: “Tem um streetwear superinteressante. São peças muito conceituais e, ao mesmo tempo, desejáveis”. Felipe, que fundou o negócio ao lado da mulher, a economista Juliana Matayoshi, lembra o começo. “As roupas vieram por necessidade. Como os tênis tinham um preço final alto para uma marca nova, precisávamos de peças mais acessíveis”, observa. Pela primeira vez, a Pace apostou no feminino: inverno 2026 Ze Takahashi/Agência Fotosite Na passarela, a grife mostrou um street esperto com calças curtas pregueadas, jaquetas bomber e camisas alongadas. Pela primeira vez, introduziu referências japonesas, como cintos com bolsos inspirados no kendô (arte marcial). O consultor de imagem Arlindo Grund destaca a brasilidade no DNA. “A casa respeita suas raízes e, justamente por isso, conquista o mundo. O frescor está na coragem de unir alfaiataria e funcionalidade de maneira consistente. Veste corpos e atitudes”, conclui. de maneira consistente” arlind
Conheça a marca de streetwear que nasceu em São Paulo e conquista o mundo