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Centro de referência no tratamento de câncer no Brasil completa 48 anos com 10 mil pacientes atendidos gratuitamente

Centro de referência no tratamento de câncer no Brasil completa 48 anos com 10 mil pacientes atendidos gratuitamente

Centro de referência no tratamento de câncer no Brasil completa 48 anosO Centro Infantil Boldrini de Campinas, referência no tratamento contra câncer infantojuvenil no Brasil, completa 48 anos neste domingo (25). Ao longo dessa trajetória, o hospital já atendeu cerca de 10 mil pacientes vindos de diferentes regiões do país e da América Latina, sendo que aproximadamente 7 mil deles já estão fora da terapia.Fundada pela médica Silvia Brandalise, a instituição oferece tratamento gratuito e se mantém, em sua maior parte, com recursos provenientes de doações. Um dos principais pilares da atuação do Boldrini é o diagnóstico precoce, apontado como decisivo para o sucesso do tratamento e para a redução de sequelas.📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsAppEm quase cinco décadas de trabalho, o hospital acompanhou de perto a evolução da oncologia pediátrica: a taxa de cura, que era de cerca de 5% na década de 1970, chega hoje a 80%, índice comparável ao de centros de referência da Europa e dos Estados Unidos, segundo a instituição.Uma história de superaçãoCerca de 7 mil ex-pacientes do Centro Infantil Boldrini permanecem fora de terapiaDivulgaçãoUm exemplo disso é André Macluf, o primeiro paciente a realizar quimioterapia no Centro Infantil Boldrini com a médica Silvia Brandalise, fundadora do hospital. Atualmente, André é formado em odontologia e ocupa o cargo de vice-presidente no centro oncológico. O ex-paciente conta que começou a tratar o câncer com 6 anos de idade, época em que o hospital era diferente dos dias de hoje. De acordo com André, tratava-se de uma pequena clínica com uma médica e uma enfermeira. Foi aos 13 anos que André finalizou o tratamento no centro infantil. Segundo o dentista, sua vida seguia normalmente durante o tratamento, mas, por se tratar de uma época com baixa taxa de cura para a doença, o desafio era acreditar na melhora. "Foi um tratamento difícil. Meus pais pensaram em parar com a quimioterapia porque eu estava muito fraco, e eu me incomodava muito com o fato de estar perdendo o cabelo. Lembro que as pessoas faziam piadas comigo na escola. Mas a doutora Silvia falou para continuar, e tenho certeza que se não fosse por ela, eu nem estaria vivo", relembra André Macluf. Leia também: Quem é a médica pioneira no tratamento de leucemia infantil no BrasilVoluntária de 91 anos ajuda hospital do câncer desde antes da inauguração em Campinas Em tratamento contra leucemia, adolescente tenta vaga no colégio técnico da UnicampSegundo o vice-presidente, o Centro Infatil Boldrini atende 80% dos pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo dependendo de doações filantrópicas em sua maioria. O número representa, para ele, a importância do apoio da sociedade na luta contra o câncer. "As pessoas precisam conhecer o Boldrini e acreditar no nosso trabalho. Hoje, vendo de dentro da instituição, sei como dependemos da ajuda de todos. Atualmente já temos uma taxa de cura de 80%, e a dra. Silvia fala que quer ver esse número chegar ao 100%. Eu acredito nela", comenta o vice-presidente.*Estagiárias sob supervisão de Jéssica Stuque.VÍDEOS: tudo sobre Campinas e regiãoCentro de referência no tratamento de câncer no Brasil completa 48 anosVeja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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