Um levantamento divulgado nesta sexta-feira aponta que nenhuma das 26 capitais brasileiras supera a média dos municípios do país na prestação de serviços públicos das áreas da Saúde e Proteção Social. O estudo feito pela organização Agenda Pública não analisou o Distrito Federal. Leia mais: Confissões de brasileiros nos EUA detalham esquema de lavagem de dinheiro e apontam liderança de sancionado pelo país Brasil: Perícia contradiz diarista e reforça suspeita de que ela planejou dopar idosos assassinados a facadas, diz delegado O levantamento avalia a qualidade da entrega dos serviços públicos a partir de 47 variáveis oficiais, distribuídas em oito dimensões: Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade. Na categoria Saúde, o ranking é liderado por Florianópolis, Palmas, Teresina, Boa Vista e Vitória. As cinco piores capitais, por sua vez, foram: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belém, Maceió. Com os melhores resultados no quesito, Florianópolis marcou 0,625 — em uma escala que vai de 0 a 1 —, classificado como "médio-alto". A média nacional foi de 0,723. Para o levantamento, foram considerados indicadores como mortalidade prematura por doenças crônicas, cobertura vacinal, gastos per capita em saúde, taxa de mortalidade infantil, subnutrição e obesidade infantil. Na categoria Proteção Social, por sua vez, foram levados em consideração dados de proporção de pessoas em situação de pobreza, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) por mil habitantes e taxa de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo com cadastro atualizado no Cadastro Único. A média nacional nesta categoria é de 0,702. A capital com os melhores números neste quesito é Palmas, seguido de Florianópolis, Curitiba, Campo Grande e Cuiabá. No final do ranking estão Belém, Fortaleza, Salvador e Recife. No ranking geral, que leva em conta todas categorias, Curitiba é a capital na faixa mais alta de qualidade, com nota 0,704. Na sequência aparecem Florianópolis, Vitória, São Paulo e Cuiabá. A maior parte das capitais ficou entre 0,500 e 0,688. A Agenda Pública destaca que a pesquisa "revela contrastes importantes entre riqueza econômica e qualidade dos serviços públicos". Apesar de liderar o país em PIB, São Paulo aparece em 4° lugar no ranking geral e tem a menor proporção de CRAS por 100 mil habitantes entre as capitais. Florianópolis, por outro lado, aparece em 2° lugar no ranking, apesar de ter uma economia menor que Curitiba e Porto Alegre. Outro destaque do estudo é o caso da Amazônia Legal. A análise das nove capitais da região, que inclui todos os estados do Norte, além do Mato Grosso e Maranhão, mostra que elas também estão abaixo da média nacional. Veja abaixo o ranking nacional das capitais: Média Brasil: 0,491 Curitiba; 0,704 Florianópolis; 0,688 Vitória; 0,674 São Paulo; 0,624 Cuiabá; 0,571 Palmas; 0,568 Belo Horizonte; 0,565 Porto Alegre; 0,561 Aracaju; 0,548 Goiânia; 0,548 Rio de Janeiro; 0,542 Teresina; 0,528 Campo Grande; 0,514 Manaus; 0,512 Recife; 0,505 Boa Vista; 0,500 Fortaleza; 0,497 Rio Branco; 0,490 João Pessoa; 0,484 Natal; 0,476 São Luís; 0,463 Salvador; 0,455 Macapá; 0,437 Maceió; 0,426 Porto Velho; 0,407 Belém; 0,392
Capitais brasileiras têm serviço público de Saúde e Proteção Social abaixo da média nacional, diz estudo; veja o ranking