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BC endurece exigências para empresas que atendem bancos

BC endurece exigências para empresas que atendem bancos

BC (Banco Central) apertou as regras para provedores de serviços de tecnologia da informação que atuam no sistema financeiro e de pagamentos do país, ao alterar, em Brasília, nesta quinta-feira (30), uma resolução editada em setembro de 2025, com foco em reforçar a segurança após ataques recentes e falhas em prestadores terceirizados. As mudanças atingem os PSTI (Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação) que operam no SFN (Sistema Financeiro Nacional) e no SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro). O BC informou que a revisão torna os critérios mais claros, completos e objetivos, além de alinhar as exigências a padrões já adotados em outros setores regulados. Uma das principais alterações permite ao BC exigir, a qualquer momento, valores maiores de capital social e patrimônio líquido, acima do apresentado no credenciamento inicial. A medida busca reforçar a capacidade financeira das empresas que prestam serviços a bancos e instituições de pagamento. A norma também ajusta os critérios de reputação e capacidade técnica dos administradores. O texto inclui definições sobre controle acionário e cria novos mecanismos de análise de conformidade no processo de credenciamento. As exigências de governança corporativa e gestão de riscos ficaram mais rígidas. Os provedores passam a ter obrigação de elaborar relatórios anuais, manter controles internos e adotar mecanismos de rastreabilidade das operações. O processo de descredenciamento foi simplificado. Segundo o BC, a mudança torna os procedimentos mais objetivos e ágeis em casos de descumprimento das regras. As obrigações de prestação de informações também aumentaram, com exigência de comunicação sobre mudanças societárias e troca de administradores. A resolução inclui novas hipóteses para adoção de medidas cautelares, como em situações de ausência prolongada do diretor responsável. O prazo para adaptação às novas regras passou de quatro para oito meses, o que amplia o período de transição. Durante a fase de adequação, as instituições que se conectam à RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional) por meio de PSTI seguem limitadas a transações de até R$ 15 mil via Pix. A regra vale até a conclusão do credenciamento, conforme as Resoluções 496 e 497. O aperto regulatório ocorre na mesma semana em que o BNB (Banco do Nordeste) sofreu um ataque hacker. O caso levou à suspensão do Pix após desvio de recursos de uma conta-bolsão, que reúne valores de vários usuários sem identificação individual. Segundo o BC, ataques a prestadores terceirizados cresceram desde o ano passado. Esses serviços representam um elo mais vulnerável da cadeia tecnológica, pois permitem a exploração de falhas em sistemas integrados, mesmo com proteções robustas nos grandes bancos.

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