Depois de cerca de seis anos convivendo com interrupções no fornecimento de água, aproximadamente seis mil moradores do Residencial Santa Bárbara, em Várzea Grande, começam a receber uma nova estrutura para tentar superar um problema que se arrasta há anos. Dois poços foram instalados pelo Governo do Estado para ampliar a oferta de água na região. Juntos, os poços têm capacidade estimada para produzir aproximadamente 70 mil litros de água por hora. A produção será direcionada a um reservatório com capacidade para 500 mil litros, de onde a água deverá ser distribuída para o residencial. A intervenção representa um reforço importante para uma comunidade que enfrenta dificuldades recorrentes de abastecimento. Mas também levanta uma questão que vai além da instalação dos novos equipamentos: por que um conjunto habitacional ocupado há anos chegou a 2026 dependendo de uma intervenção estadual para assegurar um serviço básico? A resposta passa pela estrutura originalmente projetada para atender o Santa Bárbara, pela capacidade do sistema operado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande e pelas responsabilidades dos diferentes órgãos envolvidos na implantação e manutenção do residencial. SEIS ANOS DE PROBLEMAS - Os relatos dos moradores indicam que as dificuldades não são recentes. Há aproximadamente seis anos, famílias convivem com períodos de desabastecimento e irregularidade no fornecimento. A falta de água interfere diretamente na rotina das casas. Sem regularidade na rede, atividades básicas como preparar alimentos, lavar roupas, tomar banho e manter a higiene doméstica passam a depender da disponibilidade momentânea do sistema ou da capacidade de armazenamento de cada família. A instalação dos poços ocorre em meio a um problema mais amplo do município. O Plano Municipal de Saneamento Básico elaborado para Várzea Grande já revelou um sistema pressionado por perdas de água próximas de 6...
Após seis anos de falta d'água, Estado instala poços para atender 6 mil em VG