A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta quarta-feira (16), a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso da caneta emagrecedora paraguaia T36. O produto é vendido como uma versão de tirzepatida, o mesmo princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly, hoje o único medicamento à base dessa substância autorizado a circular no Brasil. A T36 é fabricada pelo laboratório Catedral, o mesmo responsável pela produção da Tirzedral, outra caneta de tirzepatida paraguaia que já havia sido proibida pela Anvisa. Até a decisão desta quarta, porém, a T36 não aparecia nominalmente nas resoluções da agência que barraram outros produtos paraguaios à base da substância, o que abria uma brecha para a compra individual. Segundo o advogado André Schleich, que atua em processos relacionados às tirzepatidas paraguaias, a T36 não é um medicamento novo, mas uma nova apresentação comercial da Tirzedral. "É basicamente o mesmo medicamento que a Tirzedral, não tem alteração nenhuma. Só mudaram a embalagem, mudaram a roupagem. Os dois são produzidos concomitantemente", afirma. Em 18 de agosto, a Folha de S.Paulo questionou a Anvisa sobre a ausência, até então, de uma medida específica contra a T36, que vinha circulando em grupos de venda no WhatsApp desde junho. Em outros casos, a Anvisa chegou a proibir emagrecedores do Paraguai antes mesmo de chegarem ao mercado. Foi o caso da Slimex, barrada antes de estar disponível nas prateleiras do país vizinho. Em resposta à Folha de S.Paulo, em 20 de agosto, a Anvisa afirmou que mantinha monitoramento constante para identificar situações que poderiam justificar ações de fiscalização. A agência confirmou que, até aquele momento, de fato não havia publicado nenhuma medida específica contra a T36, mas ponderou que, em razão da falta de registro sanitário desse medicamento no Brasil, sua comercialização ...