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Americano é condenado a quatro anos de prisão por cuspir em judeus e proferir ofensas nazistas em SP

Americano é condenado a quatro anos de prisão por cuspir em judeus e proferir ofensas nazistas em SP

Um cidadão norte-americano foi condenado a quatro anos e quatro meses de reclusão por ofensas antissemitas e discriminação contra integrantes da comunidade judaica em São Paulo. A decisão é da juíza Juliana Trajano de Freitas Barão, da 1a Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Veja como funciona: Oito estados testam radar que fiscaliza velocidade média Pouca renovação: Número de professores jovens cai 31% em dez anos; docentes com 60 anos ou mais dobram O caso envolve uma série de agressões ocorridas entre agosto e setembro de 2024 na Rua da Consolação, na região central da capital paulista. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o homem, que não teve o nome divulgado, perseguiu e hostilizou pessoas identificadas como integrantes da comunidade judaica por suas vestimentas e símbolos religiosos, como a quipá, usada sobre a cabeça. Em diferentes episódios, o acusado abordou um pai e seu filho, de 18 anos, e cuspiu nos pés e nas roupas dos dois. Durante as agressões, fez saudações nazistas e proferiu expressões ofensivas com referências a Adolf Hitler, líder da Alemanha nazista. Em outro episódio, o homem atravessou a rua e investiu contra um pedestre, arrancando a quipá que ele usava na cabeça. Na ocasião, também gritou frases de conteúdo antissemita. No mesmo dia, abordou outro morador na calçada e ordenou que ele deixasse a rua, afirmando que o local lhe pertencia. Segundo a decisão, abordagens hostis e gratuitas em via pública contra pessoas identificadas por vestimentas religiosas podem caracterizar injúria racial e preconceito étnico-racial quando atingem a dignidade das vítimas e demonstram intenção segregadora em um espaço coletivo. O norte-americano foi denunciado pelo MPSP por injúria racial continuada e por praticar e incitar discriminação étnico-racial. A acusação sustentou que o réu agiu com dolo específico e intenção de segregar, direcionando as agressões contra judeus. A denúncia também apontou desrespeito a símbolos considerados sagrados pela comunidade judaica.