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Além do álcool: especialista revela 10 hábitos cotidianos que podem prejudicar o fígado sem que você perceba

Além do álcool: especialista revela 10 hábitos cotidianos que podem prejudicar o fígado sem que você perceba

O cirurgião hepático Gareth Morris-Stiff alerta que os hábitos modernos e a exposição a compostos industriais representam uma ameaça crescente para o fígado, órgão responsável por funções metabólicas vitais. Vida Boa: Zezé Motta ensina receita de drinque refrescante e sem álcool Treinar pesado após uma noite de bebedeira cura a ressaca? Veja como fugir de 'pegadinhas' sobre o álcool O médico identificou 10 fatores determinantes que afetam a saúde do fígado. Ele afirma que a doença hepática, cujos casos aumentaram 143% nas últimas três décadas, tornou-se um problema urgente de saúde pública, com uma alta taxa de subdiagnóstico. O problema atual vai além do consumo de álcool e está intimamente ligado às exigências excessivas que os hábitos modernos impõem a esse órgão. O impacto dos alimentos e da carga tóxica Segundo Morris-Stiff, o consumo de alimentos ultraprocessados ​​encabeça a lista de fatores nocivos, podendo ser ainda mais prejudicial que o álcool devido à presença de aditivos, conservantes, emulsificantes e óleos hidrogenados. Da mesma forma, o cirurgião enfatiza a importância da rastreabilidade na dieta: o consumo frequente de frutas e vegetais tratados com pesticidas, bem como carnes de animais tratados com hormônios ou antibióticos, aumenta a carga tóxica que o fígado precisa filtrar. O especialista também alerta para o acúmulo de microplásticos e substâncias industriais como ftalatos e bisfenol A (BPA), elementos que o corpo humano não consegue decompor eficientemente. O papel do metabolismo: adoçantes e frutose Bebidas dietéticas ou "light" também sobrecarregam o fígado, já que este não possui mecanismos naturais para metabolizar adoçantes artificiais da mesma forma que processa a glicose. ‘Ozempic nacional’: próxima caneta de semaglutida brasileira será chamada Semavy; conheça Da mesma forma, o excesso de frutose presente em bebidas açucaradas, sucos industrializados e doces, sobrecarrega o sistema metabólico, forçando o organismo a armazenar esse açúcar como gordura como mecanismo de defesa. Riscos associados a medicamentos e fases da vida A automedicação e o uso indiscriminado de suplementos — incluindo aqueles associados ao biohacking, como vitamina A, CBD ou ashwagandha — podem levar a complicações graves, especialmente quando interagem com medicamentos convencionais. O médico enfatiza que certas combinações podem interferir nos processos de desintoxicação do fígado, alertando que mesmo medicamentos de uso comum, como o paracetamol, exigem cautela em contextos específicos. Por outro lado, ele destaca a menopausa como uma fase de maior vulnerabilidade. Após a queda dos níveis de estrogênio, as mulheres ficam mais propensas a desenvolver doenças hepáticas, por isso, exames preventivos são recomendados a partir dos 40 ou 50 anos. O que dizem os médicos: cruzar as pernas ao sentar faz mal à saúde? Por fim, ele aponta a exposição à umidade e ao mofo doméstico como um fator de risco ambiental, cujos esporos podem afetar órgãos internos, incluindo o fígado, em pessoas com sistema imunológico enfraquecido. Resumo dos 10 fatores que afetam o fígado Alimentos ultraprocessados. Álcool. Bebidas dietéticas (adoçantes artificiais). Excesso de açúcar e frutose. Suplementos e remédios à base de ervas. Combinações de medicamentos de risco. Alterações hormonais durante a menopausa. Alimentos com pesticidas, antibióticos ou hormônios. Microplásticos e produtos químicos industriais. Fungos e bolor domésticos.