O ex-jogador Adriano postou um vídeo nas redes sociais contando que sua mãe foi vítima de um golpe no qual perdeu R$ 15 mil. Segundo relatou, uma pessoa se fez passar por ele, dizendo que havia trocado de telefone e, na sequência, pedindo que a mãe do ex-atleta transferisse dinheiro para uma conta. Conhecer os principais golpes é o primeiro passo para identificar ações suspeitas e se proteger.Golpe do WhatsAppO que é: golpista clona conta pedindo código de segurança via SMS falso (atualização/protocolo).Como se proteger: ative a verificação em duas etapas no WhatsApp e não compartilhe a senha.Golpe da falsa vendaO que é: criação de sites/perfis falsos com promoções irreais.Como se proteger: desconfie de preços muito baixos, ofertas mirabolantes e lojas desconhecidas - e tenha cuidado com links.Golpe da falsa central telefônica/falso funcionárioO que é: ligação de falso funcionário bancário solicitando dados e transferências para “regularizar” a conta.Como se proteger: verifique a origem de ligações/mensagens: bancos não pedem dados, senhas ou transferências por telefone. Desligue e contate o banco pelo canal oficial. Golpe do falso boletoO que é: boletos falsificados com dados bancários dos criminosos.Como se proteger: confira atentamente os dados do beneficiário no boleto e na tela de pagamento. Em caso de dúvida, contate a empresa.Golpe da devolução de empréstimoO que é: golpista contrata empréstimo em nome da vítima e depois pede a devolução do dinheiro via Pix ou boleto falso.Como se proteger: em caso de contato suspeito, ligue para o banco pelos canais oficiais. Bancos usam canais oficiais para devoluções. Não transfira para desconhecidos.Golpe da mão fantasmaO que é: falso funcionário induz a vítima a instalar aplicativo que dá acesso total ao celular.Como se proteger: desconfie de contatos com essa abordagem. Desligue e contate o banco por outro telefone.Golpe do falso motoboyO que é: falso funcionário informa clonagem do cartão e pede para cortá-lo, mas solicita a senha e envia um “motoboy” para buscar o cartão (o chip permanece funcional).Como se proteger: bancos não pedem o cartão de volta nem enviam ninguém para buscá-lo. Desligue e ligue para o banco por outro aparelho.O que fazer se for vítima de um golpeA vítima deve realizar um Boletim de Ocorrência para que uma investigação criminal de estelionato se inicie. É importante juntar toda a documentação disponível, aponta o especialista. Também é importante avisar parentes e amigos, além de bloquear e denunciar o número usado pelo golpista.Para diminuir o prejuízo, é importante proteger os dados: trocar senhas e, se necessários, restaurar o celular para configuração de fábrica e reinstalar os aplicativos.O Banco Central alerta que, em casos de golpes, fraudes ou crimes financeiros que envolvam transferências via Pix, é essencial entrar em contato com o banco o mais rápido possível para informar o ocorrido e solicitar a devolução dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).A instituição financeira deve registrar uma notificação de infração no sistema do BC, para que o banco do golpista possa bloquear o dinheiro. As duas instituições têm até sete dias para verificar se houve, de fato, um golpe. Após a conclusão da análise, o banco do fraudador tem 96 horas para realizar a devolução total dos valores, caso haja saldo disponível.Se o dinheiro já tiver sido retirado da conta do criminoso, o prazo para devolução se estende por até 90 dias e o pagamento poderá ser feito com qualquer valor que for posteriormente depositado na conta.