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17 novas exposições de arte para não perder em São Paulo

17 novas exposições de arte para não perder em São Paulo

Abril começa com São Paulo entrando no ritmo da SP-Arte 2026, que acontece de 8 a 12 de abril, mas a movimentação já vinha se formando antes e segue depois. A partir de 2 de abril, o MASP abre mostras como Colectivo Acciones de Arte: democracia radical e Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento, enquanto o Pivô Copan apresenta o Projeto Vitrine, em diálogo direto com a feira, e o Museu de Arte Brasileira da FAAP coloca em circulação um recorte do acervo do MAM a partir da formação de artistas. Nesse cenário, galerias e instituições acompanham o ritmo com individuais e coletivas que destacam diferentes gerações e linguagens. No Sesc Pompeia, Jorge dos Anjos ocupa o espaço de Lina Bo Bardi com cinco décadas de escultura em metal e pedra-sabão; no Museu Lasar Segall, Paulo Pasta aproxima pinturas dos anos 1980 de trabalhos novíssimos para revelar uma pesquisa contínua sobre cor. Há ainda Nelson Felix na Almeida & Dale, com mais de 60 obras inéditas entre escultura e cartografia, e Iole de Freitas na Raquel Arnaud, que transforma o intervalo entre o anoitecer e o amanhecer em matéria perceptível. No IMS Paulista, a retrospectiva do Zumví (coletivo fotográfico fundado em Salvador em 1990) chega com cerca de 400 imagens que documentam movimentos negros, blocos afro e a vida cotidiana como ato político. Janaina Torres Galeria na SP–Arte | Pavilhão da Bienal Manuela Navas, Obra Espelho (série Black to the Future), 2025. Óleo sobre tela, 152 × 279 cm Gustavo Rodrigues Celebrando 10 anos, a Janaina Torres Galeria apresenta um projeto que aposta no frescor do inédito e no retorno do corpo à pintura, com recorte que privilegia o figurativo em diálogo com outras linguagens. Idealizado por Janaina Torres e Heloisa Amaral Peixoto, o estande reúne nomes como Manuela Navas, Deborah Paiva, Laíza Ferreira, Liene Bosquê e Sandra Mazzini, entre outros, costurando diferentes gerações e investigações sobre o agora. Entre pinturas, colagens, esculturas e objetos, o conjunto constrói um campo sensível onde gesto, memória e identidade aparecem como eixo comum, sem abrir mão da pluralidade que marca a produção contemporânea brasileira. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Ibirapuera, São Paulo • 8 a 12 de abril de 2026 Projeto Vitrine | Pivô Copan Projeto Vitrine Divulgação O Pivô coloca em diálogo Paulo Monteiro e Gokula Stoffel em uma colaboração que transforma convivência em matéria pictórica. O resultado são cerca de 30 pinturas inéditas feitas a quatro mãos, onde as linguagens dos dois artistas se atravessam até borrar qualquer noção rígida de autoria. Parte do Projeto Vitrine, que já reuniu duplas como Sônia Gomes e Erika Verzutti em edições anteriores, a mostra aposta no encontro como dispositivo criativo, com direito a registros em vídeo que revelam processo e fricção. O projeto ainda se desdobra na SP-Arte 2026, ampliando sua circulação no circuito. Edifício Copan • Até 21 de abril | Pavilhão da Bienal • 8 a 12 de abril @pivoartepesquisa Simões de Assis na SP-Arte 2026 | Pavilhão da Bienal We crossed the Cais do Valongo, 2026, de Zéh Palito Divulgação Entre moderno e contemporâneo, o estande da galeria aposta em um diálogo elegante entre materialidades e gerações, reunindo nomes históricos e produções recentes em múltiplos suportes. Entre os destaques, a primeira apresentação no Brasil de Mary Weatherford, com suas pinturas que incorporam tubos de neon, além de trabalhos de Ayrson Heráclito, Flávio Cerqueira e Jean-Michel Othoniel. O conjunto ainda articula obras de Thalita Hamaoui, Diambe, Gabriel de la Mora e Zéh Palito, ao lado de nomes fundamentais como Tomie Ohtake, Abraham Palatnik e Alexander Calder. Pintura, escultura, cerâmica e têxtil aparecem como campo expandido, compondo um recorte que reflete o programa da galeria com sofisticação e alcance internacional. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Ibirapuera, São Paulo • 8 a 12 de abril de 2026 @simoesdeassis_ Jorge dos Anjos – Riscadura de Fogo | Sesc Pompeia Jorge dos Anjos – Riscadura de Fogo | Sesc Pompeia Divulgação Primeira individual em São Paulo de Jorge dos Anjos, Riscadura de Fogo ocupa a área de convivência do Sesc Pompeia com esculturas em metal e pedra-sabão que atravessam mais de cinco décadas de produção. As obras se distribuem pelo espaço em diálogo direto com a arquitetura de Lina Bo Bardi, incluindo intervenções sobre o espelho d’água e estruturas montadas no próprio local. O fogo aparece como matéria e linguagem, ativando transformações físicas e simbólicas que atravessam memória, espiritualidade e referências afro-brasileiras. Rua Clélia, 93 – Pompeia • Até 2 de agosto • @sescpompeia Ana Amélia Genioli e Daisy Xavier | Galeria Eduardo Fernandes “Intempéries”, Ana Amélia Genioli Divulgação Duas individuais ocupam simultaneamente os espaços da galeria na Vila Madalena, colocando em paralelo investigações muito distintas sobre matéria e percepção. Em “Intempéries”, Ana Amélia Genioli apresenta cerca de 20 trabalhos inéditos que desdobram sua pesquisa sobre transformação contínua, com grandes papéis tingidos por pigmentos naturais e uma expografia que incorpora pequenos casulos da comunidade Kogi. Já em “A Margem do Risco”, Daisy Xavier explora a tensão entre natural e artificial em pinturas sobre linho que combinam óleo, nanquim, aquarela e ecoline, criando imagens figurativas que flertam com o estranhamento — quase como se a própria natureza estivesse em dúvida sobre si mesma. Obra disponível na exposição “A Margem do Risco”, de Daisy Xavier Divulgação Rua Harmonia 145 e Rua Medeiros de Albuquerque 442 • @galeriaeduardofernandes_ Paulo Pasta – Precisão e Espírito | Museu Lasar Segall Paulo Pasta Divulgação Com curadoria de Luiz Armando Bagolin, a exposição de Paulo Pasta aproxima pinturas dos anos 1980 de trabalhos recentes realizados entre 2025 e 2026. O encontro entre tempos evidencia uma pesquisa contínua, centrada na cor como estrutura e pensamento. Nas telas sem título, superfícies densas e geometrias sutis constroem um espaço em suspensão, em que a percepção desacelera e o olhar se ajusta lentamente às variações cromáticas. Rua Berta, 111 – Vila Mariana • A partir de 28 de março @museu_lasar_segall Ivald Granato – Máscaras: Quem é você? | DAN Galeria Ivald Granato – "Máscaras: Quem é você?" Divulgação A exposição reúne pinturas realizadas por Ivald Granato no fim dos anos 1990 em diálogo com máscaras africanas de coleções particulares, sob curadoria de Maria Alice Milliet. Ao deslocar leituras centradas na tradição europeia, a mostra aproxima a produção de Granato de questões de pertencimento e identidade, ativando sua relação com matrizes africanas e indígenas. Entre pintura e objeto ritual, o conjunto propõe uma leitura em que ancestralidade e linguagem se atravessam. Rua Estados Unidos, 1638 – Jardins • Até 27 de junho • @dangaleria Nelson Felix – Pedra de Rumo | Almeida & Dale Nelson Felix – Pedra de Rumo Divulgação/ Julia Thompson Na individual, Nelson Felix apresenta mais de 60 obras inéditas que atravessam escultura, desenho e procedimentos cartográficos. Trabalhos em mármore, bronze e chumbo, como Pedra de Rumo (#22), organizam-se a partir da ideia de orientação e deslocamento, articulando dimensões técnicas e simbólicas. A exposição se constrói em relação ao espaço, criando correspondências com a arquitetura e expandindo a noção de obra como sistema contínuo. Rua Fradique Coutinho, 1360 – Pinheiros • Até 2 de maio • @almeidaedale Zumví – Arquivo Afro Fotográfico | IMS Paulista Lázaro Roberto, Bloco Olodum, Salvador, BA, 1987 Zumví Arquivo Afro Fotográfico Com cerca de 400 imagens, a retrospectiva do Zumví reúne fotografias de Lázaro Roberto, Aldemar Marques, Raimundo Monteiro e outros integrantes do coletivo fundado em Salvador em 1990. A curadoria de Hélio Menezes organiza o acervo em torno de temas como movimentos negros, blocos afro, festas populares e vida cotidiana. Entre registros históricos estão a visita de Nelson Mandela a Salvador em 1991 e manifestações políticas da redemocratização, configurando o arquivo como prática de imagem e ação coletiva. Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista • Até 23 de agosto • @imoreirasalles Iole de Freitas – noturno sem pé e cabeça | Galeria Raquel Arnaud Iole de Freitas – noturno sem pé e cabeça Divulgação Em nova individual, Iole de Freitas apresenta um conjunto de esculturas inéditas em aço inox pintado ao lado de trabalhos da série Mantos, articulando uma investigação direta sobre tempo, luz e espaço. A exposição parte do intervalo entre o anoitecer e o nascer do sol como eixo poético, transformando a variação da luz em matéria perceptível. Entre superfícies curvas, tensões orgânicas e reflexos, as obras exploram a relação entre opacidade e brilho, peso e suspensão, convidando o olhar a acompanhar a incidência da luz sobre o material. Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena, São Paulo • A partir de 9 de abril • @galeriaraquelarnaud Colectivo Acciones de Arte: democracia radical | MASP Colectivo Acciones de Arte: democracia radical | MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand Divulgação O MASP mergulha na urgência política e poética do Colectivo Acciones de Arte, ativo durante a ditadura chilena, reunindo registros de intervenções que transformaram a cidade em campo de ação. Formado por Lotty Rosenfeld, Diamela Eltit, Raúl Zurita, Juan Castillo e Fernando Balcells, o grupo atravessa a mostra com ações que escapam do museu e se infiltram na vida. Entre elas, o gesto aberto de NO+, que convidava qualquer pessoa a completar a frase nas ruas, e se espalhou como linguagem coletiva de resistência. Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo • 2 de abril a 2 de agosto de 2026 ? @masp davi de jesus do nascimento – carcaça | Mitre Galeria davi de jesus do nascimento – carcaça | Mitre Galeria Divulgação Na individual carcaça, davi de jesus do nascimento apresenta esculturas, fotografias, aquarelas e desenhos que partem de sua vivência às margens do rio São Francisco. Obras como as da série sorvedouro articulam corpo, território e ancestralidade a partir de uma lógica de transformação contínua. Com texto de Ventura Profana, a mostra se organiza em torno da ideia de fecundação e permanência, propondo imagens em que matéria e memória permanecem em estado de mutação. Rua da Consolação, 2761 – Jardins • Até 16 de maio @mitregaleria Revistas Newsletter Nara Roesler – Festa das Falas | Galeria Nara Roesler Nara Roesler – Festa das Falas Divulgação Exposição inaugural das comemorações de 50 anos da galeria, Festa das Falas reúne artistas ligados ao Nordeste e à trajetória de Nara Roesler, com curadoria de Moacir dos Anjos. Entre os destaques está o painel Sem título (1976), de Francisco Brennand, além de obras de Gilvan Samico, Antonio Dias, Paulo Bruscky e Jonathas de Andrade. A mostra articula diferentes gerações a partir da ideia de linguagem como campo de pertencimento, reunindo vozes que atravessam a história da galeria desde sua origem. Avenida Europa, 655 – Jardim Europa • Até 9 de maio • @galerianararoesler Sandra Cinto – Dois Infinitos | Casa Triângulo Sandra Cinto – Dois Infinitos Divulgação Na décima primeira individual na galeria, Sandra Cinto apresenta pinturas inéditas que exploram paisagem, tempo e percepção. Em obras como Amanhecer (2026), campos cromáticos em azul e dourado constroem um espaço em transição contínua. Com textos de Josué Mattos e Priscyla Gomes, a exposição propõe a pintura como experiência de duração, em que luz e sombra se organizam em ciclos e a imagem nunca se fixa completamente. Rua Estados Unidos, 1324 – Jardins • Até 16 de maio @casatriangulo Oscar Muñoz – Sala de Vídeo | MASP Oscar Muñoz – Sala de Vídeo Divulgação A mostra apresenta três vídeos de Oscar Muñoz que investigam a instabilidade da imagem e a construção da memória. Em Narciso (2001), um retrato feito com pó de carvão se dissolve na água; em Línea del destino (2006), a imagem se desfaz na palma da mão; e em Re/trato (2004), rostos pintados evaporam antes de se fixarem. Com curadoria de Matheus de Andrade, o conjunto articula materiais efêmeros para pensar apagamento, identidade e violência. Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista • 2 de abril a 21 de junho @masp Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento | MASP Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento Divulgação Na sua primeira individual no Brasil, Santiago Yahuarcani transforma o MASP em território vivo da Amazônia, reunindo 35 pinturas que atravessam espiritualidade, memória e denúncia. Artista do povo Uitoto, Yahuarcani cria cenas densas, povoadas por figuras híbridas, onde humanos, plantas e entidades coexistem sem hierarquia, enquanto revisita o trauma do ciclo da borracha e suas marcas ainda abertas. Com curadoria de Amanda Carneiro, a mostra percorre núcleos como mundos espirituais e tempo do choro de sangue, revelando uma pintura que não ilustra, mas afirma outra forma de ver e narrar o mundo. Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo • 2 de abril a 2 de agosto de 2026 @masp FAAP na coleção do MAM: a formação do artista | MAB FAAP — Museu de Arte Brasileira FAAP na coleção do MAM: a formação do artista Divulgação Entre memória e movimento, a exposição marca o encontro inédito entre a Fundação Armando Alvares Penteado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo para olhar a formação artística como algo vivo — menos ponto de partida, mais processo em constante reinvenção. Com curadoria de Cauê Alves e Marcos Moraes, a mostra reúne cerca de 160 obras de artistas que atravessaram a FAAP e hoje ecoam no acervo do MAM, costurando gerações e trajetórias. No percurso, nomes como Leda Catunda, Regina Silveira, Sandra Cinto, Mônica Nador, Letícia Ramos e Jac Leirner dialogam com Vik Muniz, Luiz Zerbini e José Leonilson, revelando uma cartografia afetiva e expandida da arte brasileira. Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, SP • Até 28 de junho de 2026 • @mabfaap