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Líder supremo do Irã alerta que possível ataque dos EUA levaria a 'guerra regional' em meio à mobilização americana no Golfo

Líder supremo do Irã alerta que possível ataque dos EUA levaria a 'guerra regional' em meio à mobilização americana no Golfo

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou neste domingo que um ataque dos Estados Unidos ao país desencadearia uma "guerra regional" no Oriente Médio, em resposta à forte mobilização militar americana no Golfo, que acumula 12 navios de guerra, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln. Durante os intensos protestos que sacudiram as maiores cidades iranianas no início do ano, o presidente americano, Donald Trump, fez reiteradas ameaças de ataque caso o regime não parasse de matar manifestantes. Agora, ele condiciona uma ofensiva à um acordo nuclear. Progresso, apesar da tensão: Irã diz que há avanços rumo a negociações com os EUA em meio a temores de confronto militarComandante militar: Forças Armadas do Irã estão 'plenamente preparadas' contra ataque dos EUA e de Israel— Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional — declarou Khamenei, de 86 anos, segundo a agência de notícias Tasnim. — [Trump] diz regularmente que trouxe navios (...) A nação iraniana não deve se assustar com essas coisas nem se deixar perturbar por essas ameaças.A declaração, que figura uma intensa escalada de retórica entre os países, ocorre um dia depois do comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmar que as Forças Armadas do país estão em alerta máximo e "plenamente preparadas", frente à mobilização militar americana no Golfo. O militar enfatizou que a tecnologia nuclear da República Islâmica "não pode ser eliminada", em resposta às pressões de Trump.Initial plugin textTambém neste domingo, Teerã realizará um exercício militar com munição real no estratégico Estreito de Ormuz, a passagem que liga o Golfo Pérsico ao Irã por onde passa um quinto de todo o petróleo comercializado no país. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) alertou o regime contra ameaças a navios ou aeronaves durante o exercício. Atualmente, segundo a agência Reuters, a Marinha dos EUA possui seis destróieres, um porta-aviões e três navios de combate litorâneo na região.Uma solução diplomática continua sendo uma possibilidade, com Teerã afirmando estar pronta para negociações "justas" que não busquem restringir suas capacidades defensivas. Na noite de sábado, Trump se recusou a dizer se já havia tomado uma decisão sobre o Irã, mas afirmou que Teerã deveria negociar um acordo "satisfatório" para impedir que o país obtenha armas nucleares. No mesmo dia, o principal responsável pela segurança da República Islâmica confirmou avanços nas negociações.Este é um dos momentos mais delicados na região desde a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, no ano passado, que terminou após inéditos ataques dos EUA a instalações nucleares do país. Diante da repressão aos protestos, que deixaram milhares de mortos nas últimas semanas, Trump sinalizou que poderia “ajudar” os manifestantes, algo lido como uma possível ação militar.Veja infográficos: Mobilização militar dos EUA contra Irã mimetiza campanha de pressão feita contra VenezuelaA mobilização militar no Golfo provocou o receio global de um confronto direto dos EUA com o Irã, que tem alertado reiteradamente que, neste caso, responderá com disparos de mísseis contra bases americanas no Oriente Médio e ataques contra os aliados de Washington, em particular Israel.Em Teerã, durante seu discurso para uma multidão que celebrava o início de uma série de comemorações da Revolução Islâmica de 1979, Khamenei comparou os protestos a um "golpe de Estado", afirmando que o objetivo da "sedição" era atacar os centros que governam o país. Os números oficiais apontam para 3.117 mortos, enquanto o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, confirma a morte de 6.713 pessoas nas manifestações.Em determinado momento, o líder supremo afirmou que os EUA estão interessados ​​no petróleo, gás natural e outros recursos minerais, dizendo que eles queriam "tomar posse deste país.Initial plugin text— Não somos os iniciadores e não queremos atacar nenhum país, mas a nação iraniana desferirá um forte golpe contra qualquer um que a ataque e a assedie.Em resposta à União EuropeiaNa última quinta-feira, a União Europeia concordou em incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de "organizações terroristas" devido à sua resposta aos protestos. A medida correspondeu a classificações semelhantes adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Austrália.Já neste domingo, em uma demonstração de solidariedade durante a sessão legislativa em Teerã, os parlamentares vestiram o uniforme verde da Guarda Revolucionária Islâmica e entoaram cânticos como "Morte à América", "Morte a Israel" e "Vergonha para você, Europa". Criticando duramente a "ação irresponsável" do bloco europeu, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, de acordo com o "Artigo 7 da Lei sobre Contramedidas contra a Declaração da Guarda Revolucionária Islâmica como Organização Terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas".(Com AFP)

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