Alcançando mais de 8,5 milhões de empregados com carteira assinada, o Crédito do Trabalhador já ultrapassou a marca de R$ 101 bilhões em empréstimos desde o lançamento, em 21 de março de 2025. Ao todo, a modalidade registrou 17.044.391 contratos firmados.Veja datas, valores e regras: saque-aniversário do FGTS já tem calendário definidoRenovação automática da CNH: quem tem direito e quem fica fora do benefícioOs dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que o valor médio dos empréstimos concedidos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90. A taxa média de juros praticada pelo programa ficou em 3,2% ao mês.Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o desempenho do programa representa um avanço na inclusão financeira. “O programa é um sucesso. Ele democratizou o acesso ao crédito e passou a atender trabalhadores e trabalhadoras que recebem um ou dois salários mínimos, que antes estavam excluídos desse mercado”, afirmou.Segundo o ministro, uma parcela significativa dos empréstimos foi destinada a pessoas com renda de até quatro salários mínimos, público que historicamente enfrenta mais dificuldades para conseguir crédito com juros mais baixos.A expansão do programa tem sido contínua ao longo de 2025. Em agosto, o volume total de crédito concedido desde o lançamento era de R$ 31,8 bilhões. Um mês depois, em setembro, o montante saltou para R$ 61 bilhões, mantendo trajetória de crescimento até alcançar o patamar atual. Além do aumento no número de operações, o programa também registrou queda nas taxas de juros, movimento acompanhado de forma permanente pela área técnica do Ministério do Trabalho e Emprego.Marinho reforçou que não haverá tolerância com a cobrança de juros elevados pelas instituições financeiras. “Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas, como o CDC, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que cobram, em média, 11,2% ao mês”, destacou.Como funciona o consigna privadoO programa — também chamado de Crédito do Trabalhador — é uma linha de crédito destinada a todos os empregados com carteira assinada. O empréstimo consignado permite o desconto das mensalidades diretamente na folha de pagamento, reduzindo o risco de inadimplência para os bancos e permite uma taxa de juros mais baixa.A prestação mensal do empréstimo não poderá ultrapassar 35% do salário do trabalhador. O contrato estabelece como garantia de pagamento do empréstimo até 100% da multa rescisória e 10% do FGTS.A modalidade permite substituir dívidas com juros elevados por crédito consignado, com desconto em folha e condições mais vantajosas.Expectativa do governoAtualmente, o Brasil tem mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A expectativa do governo é que, em até quatro anos, cerca de 25 milhões de pessoas passem a integrar o consignado privado, ampliando o alcance do programa e reduzindo a dependência de linhas de crédito mais caras.A contratação do crédito pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou diretamente com a instituição financeira.
Consignado privado ultrapassa R$ 101 bilhões em empréstimos para mais de 8,5 milhões de trabalhadores